O senador Flávio Bolsonaro realizou sua primeira transmissão ao vivo nas redes sociais desde que saiu do Brasil. Na noite desta sexta-feira (30), durante cerca de 20 minutos, o parlamentar voltou a afirmar que é alvo de “perseguição política” e levantou a possibilidade de disputar a Presidência da República novamente antes de 2030.
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Ao comentar sobre seus próximos passos na política, Flávio disse estar aberto a novos desafios e indicou que pretende tentar novamente o Palácio do Planalto em um prazo menor do que o previsto pelo calendário eleitoral. Sua fala sugeriu que, segundo o filho mais velho de Jair Bolsonaro, Lula poderia não concluir o quarto mandato.
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“Ainda mais coragem para enfrentar o que tiver que enfrentar se preciso for para resgatar, para salvar o nosso país, para disputar mais uma eleição para presidente da república, eu não estou falando de 2030 não eu estou falando de antes disso”, afirmou.
A publicação também veio acompanhada de uma mensagem em que o senador justificou sua saída do país. “Saí pelo nosso Brasil!”, escreveu na legenda do vídeo publicado no Instagram. O senador também indicou que Jair Bolsonaro teria alertado sobre novas sanções do STF ao decidir deixar o Brasil, conforme mostrado no vídeo.
Flávio deixou o Brasil na noite de terça-feira (27/10), atravessando a Ponte Internacional Tancredo Neves, que liga Foz do Iguaçu, no Paraná, à cidade argentina de Puerto Iguazú. A saída ocorreu um dia após o Supremo Tribunal Federal (STF) determinar que o senador não poderia sair do país e exigir a entrega de seus passaportes.
Desde o anúncio do resultado do segundo turno, no domingo (25/10), o senador tem questionado a legitimidade da vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), eleito com mais de 4 milhões de votos de diferença. Em manifestações públicas, ele citou supostos “abuso de poder político e econômico” e disse que pretende pedir a cassação da chapa vencedora.
Na transmissão desta sexta-feira, o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro voltou a contestar o resultado das eleições e criticou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
“Sou intimado de uma decisão de Alexandre de Moraes, que foi tomada poucos minutos após o anúncio pelo TSE do resultado das eleições, com o qual mais uma vez eu não concordo (…), porque foram vários gols de mão que o meu adversário fez e que não foram anulados pelo VAR”, declarou.
O senador também explicou que, em sua visão, permanecer no Brasil prejudicaria sua atuação política e sua possibilidade de se manifestar publicamente. Segundo ele, a viagem foi uma maneira de seguir participando do debate político sem sofrer o que considera censura.
Ao justificar sua decisão, Flávio mencionou a situação do pai e do irmão Eduardo Bolsonaro, que também está nos Estados Unidos.
“Ele (Jair Bolsonaro) está preso, sem ter cometido absolutamente nenhum crime, sem ter feito absolutamente nada de errado. Um dos seus filhos, o Eduardo, já nos Estados Unidos, exilado. Também sabendo que se voltasse seria mais uma vítima dessa perseguição. (…) Não foi fácil sair do seu país para continuar pelo menos tendo uma voz ativa”, disse.
Jair Bolsonaro cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão após ser condenado por tentativa de golpe de Estado. Atualmente, o ex-presidente está em regime domiciliar devido a questões de saúde. Eduardo Bolsonaro, por sua vez, continua nos Estados Unidos desde 2025 e foi condenado pelo STF a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo.
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