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Irmã de Maria Corsato denuncia delegada por violência psicológica após achar R$ 1 milhão em puff

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Marise Rezende Corsato Braga, irmã da delegada Maria Corsato, registrou um boletim de ocorrência contra a policial, acusando-a de violência psicológica contra a mulher. A denúncia foi feita após Marise acionar a Polícia Militar ao encontrar mais de R$ 1 milhão em dinheiro vivo escondido dentro de um puff que havia recebido da agente. O caso está sendo investigado pela Corregedoria da Polícia Civil.

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De acordo com o boletim de ocorrência, obtido pelo Metrópoles, Marise relatou que foi procurada por Alberta De Luca Tesei, amiga das duas irmãs. Na ocasião, Alberta teria informado que jornalistas estavam buscando informações sobre o caso e que Marise também poderia ser investigada pelas autoridades. Alberta ainda teria recomendado que Marise tivesse cautela ao prestar depoimentos à polícia.

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A irmã da delegada interpretou o recado como uma tentativa de intimidação e afirmou que Maria conhece suas vulnerabilidades emocionais. No registro, Marise ressaltou que a policial sabe que ela tem “medo profundo da polícia” e “conhece bem sua condição de fragilidade psicológica”, mencionando que faz acompanhamento psiquiátrico regularmente por conta de transtornos de ansiedade e depressão.

Marise também declarou que a irmã utiliza estratégias indiretas para influenciar suas atitudes. Ela disse que Maria consegue manipulá-la “por meios indiretos”, causando abalos emocionais e interferindo em suas decisões e comportamentos.

Irmã afirma que deixou de sair de casa após episódio

Ainda segundo o boletim de ocorrência, Marise passou a ficar em casa depois de receber a mensagem transmitida por Alberta. A situação teria impactado até sua participação nas eleições, pois ela não saiu para votar.

A denunciante esclareceu que não recebeu ameaças diretas da delegada e que também não houve contato entre as duas após o ocorrido. Mesmo assim, afirmou estar preocupada com sua segurança, principalmente porque a irmã “possui arma de fogo”.

Outro ponto registrado no boletim diz respeito a uma publicação feita por Maria nas redes sociais. Marise acusa a delegada de tornar públicas informações privadas sobre sua saúde emocional ao divulgar que “ela enfrenta problemas relacionados à dependência do álcool e à fragilidade emocional” e “Conheceu seu histórico de atitudes impulsivas, muitas vezes seguidas de arrependimento (…)”.

A irmã da policial afirmou que a exposição lhe causou constrangimento e humilhação. Além do medo de ser envolvida nas investigações, ela relatou ter se sentido “humilhada e constrangida” com as declarações publicadas por Maria.

Como começou o caso do dinheiro escondido no puff?

A investigação começou depois que Marise procurou a Polícia Militar ao encontrar dinheiro e documentos guardados dentro de um móvel recebido da irmã. O fato ocorreu no sábado (24/10), quando ela decidiu abrir o puff com uma faca e encontrou as cédulas e papéis com anotações.

Segundo o relato apresentado às autoridades, o móvel havia sido entregue por Maria em 30 de setembro, quatro dias antes do primeiro turno das eleições. Na ocasião, a delegada, que era candidata a deputada estadual pelo União, mas não se elegeu, teria dito que estava “sendo procurada devido a uma suposta ordem de busca e apreensão”.

Após descobrir o conteúdo do móvel, Marise chamou a PM. Os policiais foram até o endereço e recolheram o dinheiro e os documentos. A equipe também tentou localizar a delegada em seu apartamento, mas o porteiro informou que ela não estava no local.

Em nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) confirmou que a Corregedoria-Geral da Polícia Civil abriu procedimentos para apurar a origem dos valores e possíveis infrações criminais ou administrativas atribuídas à agente. A pasta também informou que a denunciante será ouvida e que as perícias necessárias serão realizadas.

“Os valores e as anotações encontrados foram apreendidos, e o dinheiro será encaminhado para depósito judicial. A apuração inclui a oitiva da denunciante e a realização das perícias cabíveis. Até o registro da ocorrência, a delegada não havia sido localizada para prestar esclarecimentos”, informou a SSP.

A ocorrência foi registrada como lavagem de dinheiro, irregularidades funcionais e apreensão de bens.

Delegada afirma que fortuna encontrada no móvel pertence a herança familiar

Após a repercussão do caso, Maria Corsato apresentou uma justificativa para a quantia encontrada dentro do puff. A policial afirmou que os R$ 1,9 milhão seriam provenientes de uma herança deixada por uma tia da família, cujo processo de partilha e declaração ainda não teria sido concluído.

Nas redes sociais, Maria também relacionou a denúncia a um conflito familiar. Em sua manifestação, a delegada relatou um desentendimento anterior envolvendo Marise e o marido de uma das irmãs.

“O episódio ocorreu alguns dias após ela ter ido ao local de trabalho do meu cunhado e provocado um escândalo. Como fiquei ao lado dele, ela se desentendeu comigo”, escreveu.

Para reforçar sua versão sobre os conflitos entre as duas, a policial ainda mencionou uma ocorrência de 2008. Segundo Maria, naquela ocasião, ela avisou que chegaria mais tarde do trabalho, mas a irmã teria procurado a Corregedoria e registrado um boletim de ocorrência alegando abandono.

Tags: Maria Corsato, Marise Rezende Corsato Braga, Polícia Civil, violência psicológica, puff, dinheiro, herança, SSP

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