A cidade de Lima, no Peru, enfrenta um sábado de caos logístico e mobilização intensa devido à final da Copa Libertadores entre Palmeiras e Flamengo. Desde o início da semana, a capital peruana tem recebido milhares de torcedores brasileiros, o que resultou em congestionamentos severos e deslocamentos extremamente lentos. Na tarde do dia do jogo, trajetos curtos chegaram a levar quase duas horas, segundo registros da imprensa.
O trânsito, que já é problemático em Lima, foi agravado pela extensão da cidade, pela distância entre pontos oficiais da Conmebol e pela falta de sinalização adequada. Em média, percursos de 5 km podem demorar até uma hora, mesmo fora do horário de pico. A infraestrutura urbana, marcada por obras e circulação de veículos irregulares, contribui para o colapso da mobilidade. Em 2024, mais de 4.400 autuações foram aplicadas a motoristas de transportes informais.
A segurança foi reforçada nas zonas centrais e nos arredores do Estádio Monumental, com escoltas policiais para as delegações dos clubes e policiamento ostensivo em áreas com concentração de torcedores. No entanto, fora dessas regiões, a presença policial é limitada, o que gerou relatos de furtos, especialmente no bairro de Barranco, reduto palmeirense. A Polícia Nacional do Peru recomenda o registro de boletins de ocorrência, embora reconheça que a recuperação de bens furtados é rara.
A cidade está tomada por torcedores, que lotam restaurantes, mercados e pontos turísticos. Os voos vindos do Brasil chegaram cheios desde quinta-feira, intensificando a ocupação de bairros como Miraflores, San Isidro e Barranco. Apesar da recente instabilidade política no país, o clima é de festa e expectativa pela decisão, com a cidade decorada com elementos alusivos à Libertadores.
Com o transporte público irregular e o trânsito intenso, os torcedores têm recorrido a alternativas como carros de aplicativo, ônibus locais e até patinetes elétricos para se locomover. A movimentação deve seguir intensa até o início da partida, marcada para as 18h (horário de Brasília), exigindo planejamento e paciência de quem deseja acompanhar o jogo no estádio.


