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Influenciador Vitor Mídia é alvo de operação por rifas ilegais e movimentação milionária

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Vitor Mídia exibe estilo de vida luxuoso no deserto, enquanto é investigado por rifas ilegais. (Foto: Instagram)

O influenciador digital e ex-mecânico João Vitor Almeida Pereira, conhecido como Vitor Mídia, foi um dos alvos da segunda etapa da Operação Laverna, realizada nesta sexta-feira (21/11) pelas polícias Civil e Militar do Piauí. A ação teve como foco o combate a esquemas ilegais de apostas e rifas promovidos nas redes sociais.

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Segundo as investigações, Vitor Mídia teria movimentado cerca de R$ 3 milhões nos últimos três anos com rifas online não autorizadas, apresentadas como beneficentes, mas sem comprovação de destino dos valores arrecadados. Mandados de busca e apreensão foram cumpridos em locais ligados ao influenciador.

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Outros influenciadores também são investigados por promover jogos de azar disfarçados de apostas virtuais, como o popular “Jogo do Tigrinho”. Entre eles, estão Sara Costa dos Santos (Sarah Brenna), Lucimayre Magalhães Brito e Luiz Carlos Morfim Júnior. Eles teriam utilizado vídeos manipulados, sorteios e linguagem motivacional para atrair seguidores e estimular falsas expectativas de lucro.

A análise financeira revelou transações incompatíveis com qualquer fonte de renda formal. Sara Costa movimentou mais de R$ 1,3 milhão, enquanto seu marido, Antônio Shaul Soares, teve movimentação superior a R$ 1,6 milhão. Lucimayre teve R$ 213 mil em transações, e Luiz Carlos, R$ 637 mil. Já Vitor Mídia movimentou R$ 1,17 milhão, com milhares de microtransferências típicas de rifas clandestinas.

As autoridades apontam indícios de crimes como estelionato, propaganda enganosa, prática de loteria ilegal e lavagem de dinheiro. O delegado Ayslan Magalhães destacou que as redes sociais não podem ser usadas para enganar consumidores e obter lucros ilícitos.

A operação recebeu o nome de Laverna, deusa romana associada a fraudes e atos ocultos, refletindo o caráter dissimulado das ações investigadas. A ação foi coordenada por diversas unidades especializadas da polícia do Piauí.

Em resposta, Vitor Mídia negou envolvimento com atividades ilegais por meio de suas redes sociais e divulgou uma nota assinada por seus advogados. Os demais investigados não foram localizados para comentar, mas o espaço segue aberto.

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