A Copa Libertadores da América é conhecida por sua imprevisibilidade e exigência de excelência nos momentos decisivos. Ao longo da história, diversas equipes com elencos promissores, estrutura sólida e favoritismo acabaram ficando pelo caminho, transformando sonhos em frustrações. O artigo destaca algumas dessas gerações que, apesar do potencial, não conseguiram conquistar o título continental.
O Cruzeiro, após o bicampeonato nos anos 90, manteve um elenco forte entre 1997 e 1998, mas não conseguiu repetir o sucesso e foi eliminado antes das semifinais. O São Paulo, entre 2000 e 2002, reuniu talentos como Kaká e Luís Fabiano, mas viu suas aspirações ruírem antes da final. O Corinthians, com um dos times mais fortes de sua história em 1999 e 2000, parou nos pênaltis diante do Palmeiras, em uma semifinal traumática.
O Flamengo, entre 2010 e 2012, investiu pesado em nomes como Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves, mas teve campanhas curtas e decepcionantes. O Atlético Nacional, em 2015, apresentou um futebol envolvente, mas caiu antes da final — embora o mesmo elenco viria a conquistar o título em 2016. Já o Grêmio, em 1998, tinha expectativa de nova glória, mas não alcançou a decisão.
O Boca Juniors, tradicional potência sul-americana, chegou como favorito à final de 2012, mas foi superado pelo Corinthians. O Fluminense, em 2008, viveu uma campanha épica até a final contra a LDU, mas perdeu nos pênaltis, em uma das derrotas mais dolorosas de sua história. Por fim, o Santos de 2019, sob comando de Jorge Sampaoli, foi eliminado por uma infração administrativa — a escalação irregular de um jogador —, encerrando prematuramente uma campanha promissora.
O que une essas histórias é a constatação de que, na Libertadores, talento e estrutura não bastam. Pequenos erros, pressão psicológica, decisões equivocadas e até burocracias podem impedir que uma geração alcance a glória. A competição exige precisão, resiliência e, muitas vezes, um pouco de sorte.


