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Intervenção militar americana reacende debate sobre política externa de Donald Trump

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A ação militar dos Estados Unidos na Venezuela, anunciada neste fim de semana, reacendeu a discussão sobre a política externa no segundo mandato do presidente Donald Trump. A operação realizada na madrugada de sábado (3/1) em Caracas faz parte de uma série de intervenções dos EUA ao longo dos doze meses que completam o primeiro ano deste governo.

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Desde que retomou a Casa Branca, Trump autorizou bombardeios em pelo menos sete países, incluindo nações do Oriente Médio, da África e, mais recentemente, na América Latina.

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No início do mandato, na Conferência de Segurança de Munique, o vice-presidente JD Vance resumiu esse novo momento ao declarar que “tem um novo xerife na cidade”. A doutora em Direito Internacional Priscila Caneparo destaca que essa guinada rompe com a diplomacia multilateral tradicional, adotando uma postura mais centralizadora.

Em documento oficial, a Casa Branca apresentou uma “correção de rumos” na estratégia de segurança nacional, apontando a América Latina e a Ásia como prioridades. Embora o texto afirme predisposição ao não intervencionismo, prevê o uso da demonstração de força militar para garantir interesses estratégicos e manter a paz.

No último ano, os EUA executaram bombardeios na Venezuela, Síria, Iraque, Irã, Nigéria, Iêmen e Somália. Em junho, no Irã, a Marinha e a Força Aérea atacaram três instalações nucleares. No Iêmen, a ofensiva visou os rebeldes Houthis para proteger o trânsito comercial no Mar Vermelho, e na Síria e na Nigéria os alvos foram estruturas do Estado Islâmico.

A política externa unilateral de Donald Trump inspira cautela na Europa, que, sem criticar abertamente as ações, mantém parceria estratégica com Washington. Os EUA também têm atuado como mediadores em negociações de cessar-fogo em Gaza e no conflito na Ucrânia, adotando intervenções pontuais sem envolvimento prolongado em guerras.

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