A captura de Nicolás Maduro pelo governo de Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, tem provocado repercussões internacionais. Nesta segunda-feira (5/1), o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baqaei, exigiu a libertação do líder venezuelano detido na semana passada e garantiu que os laços entre Teerã e Caracas permanecem inalterados.
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“Estamos em contato com as autoridades venezuelanas. O presidente de um país e sua esposa foram sequestrados. Não há motivo para se orgulhar, é um ato ilegal. Como o povo venezuelano destacou, seu presidente deve ser libertado”, declarou Baqaei em entrevista coletiva.
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O Brasil também manifestou repúdio à ação por meio de Luís Inácio Lula da Silva, em postagem no X, antigo Twitter. Segundo o presidente, “os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional”.
Lula acrescentou que “atacar países, em flagrante violação do direito internacional, é o primeiro passo para um mundo de violência, caos e instabilidade, onde a lei do mais forte prevalece sobre o multilateralismo… A ação lembra os piores momentos da interferência na política da América Latina e do Caribe e ameaça a preservação da região como zona de paz”.
Ainda hoje, ao meio-dia, no horário de Brasília, a Organização das Nações Unidas discutirá a prisão de Maduro. Também nesta segunda, o presidente venezuelano aguarda audiência em tribunal norte-americano por acusações de narcoterrorismo, conspiração para importar cocaína para os Estados Unidos e crimes relacionados a armas automáticas.


