O herdeiro de Nicolás Maduro, Nicolás Maduro Guerra, comentou os acontecimentos recentes na Venezuela. Na segunda-feira (5/1), ele declarou que o país não se submeterá aos Estados Unidos, responsável pela captura do ditador na semana passada, e ressaltou a postura de resistência diante das pressões internacionais após a operação norte-americana.
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Durante seu pronunciamento na Assembleia Legislativa da Venezuela, Maduro Guerra afirmou: “Nós exigimos respeito. Nós não estamos nos rendendo. Este é um país soberano. E nós temos boas relações com todo o mundo e não vamos nos dobrar às ameaças”.
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Ele também citou as palavras da presidente em exercício Delcy Rodríguez, que reafirmou o posicionamento de não ceder às interferências externas. Para Guerra, essa orientação serve “como uma mensagem para todo mundo, para garantir o respeito ao país diante das ameaças à nossa economia”.
Os países estão divididos sobre o futuro político da Venezuela. Enquanto uns defendem novas eleições, outros apoiam a permanência de Delcy Rodríguez no comando. Na sessão, Guerra anunciou a intenção de indicar um candidato para as próximas disputas, descrevendo-o como alguém “com vasta experiência em política e consciência singular do processo político”.
Ainda no mesmo dia, Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, declararam-se inocentes em sua primeira audiência em um tribunal federal de Manhattan, Nova Iorque, respondendo por narcoterrorismo, conspiração para tráfico de cocaína, posse ilegal de metralhadoras e explosivos e conspiração para uso de armamento pesado no narcotráfico.
No sábado (3/1), o ditador foi capturado por militares dos EUA em uma operação que, segundo o jornal The New York Times, resultou em 80 mortes.


