O episódio de segunda-feira (5) de Três Graças deu novo vigor à trama ao interromper a ação para detalhar o passado. Com um flashback ambientado cinco anos antes, a cena mostrou como Rogério (Eduardo Moscovis) sobreviveu à emboscada armada por Ferette (Murilo Benício) e Arminda (Grazi Massafera), além de organizar a narrativa.
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A produção tratou de deixar tudo claro para quem assiste, seja veterano ou estreante. Os criadores não se perderam em meandros: cada cena do passado se conecta ao presente, evidenciando a segurança de quem escreve e evitando sensação de episódios jogados ao acaso.
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A aparente morte de Rogério, antes envolta em mistério, ganhou substância ao mostrar suas consequências. O capítulo não recorre a choques gratuitos, mas confia no peso dos fatos para ressaltar cicatrizes e transformações dos personagens.
Mesmo centrado no passado, o ritmo não se tornou lento. O episódio se sustenta porque cada momento tem uma razão de existir: mais do que repetir um flashback, ele serve a um propósito narrativo claro.
O roteiro de Aguinaldo Silva, Virgílio Silva e Zé Dassilva evidencia domínio do gênero: novela é sobre detalhes, recordações e construções graduais. Eles provam que, às vezes, explicar com precisão gera maior impacto do que cenas explosivas.
Ao revisitar esses eventos com inteligência, Três Graças entra numa fase mais estruturada e confiante. Olhar para trás não significa retroceder, mas sim ganhar fôlego para avançar.












