O capítulo exibido na segunda-feira (6) de “Três Graças” chamou atenção não só pelo impacto na trama, mas pela forma como foi construído. Assim que o episódio foi ao ar e virou um dos assuntos mais comentados da madrugada, Aguinaldo Silva compartilhou nas redes sociais um relato detalhando como saiu do papel aquele capítulo atípico.
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De acordo com Silva, a repercussão foi instantânea. Ao acordar, ele percebeu que todas as conversas sobre a novela giravam em torno do extenso flashback que reescreveu o destino de um personagem dado como morto. Não tardou a surgir a pergunta: “Quem escreveu aquele capítulo?”. A resposta de Aguinaldo foi categórica: “Todos”. Ele enfatizou que o texto foi fruto de um trabalho conjunto entre os três autores, a direção e toda a equipe técnica.
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O autor ainda revelou um detalhe curioso do processo. Na época da produção, ele estava em Portugal e Zé Dassilva na Espanha. Por questões logísticas, pediram que o capítulo fosse produzido “com a maior rapidez possível”, o que levou Aguinaldo a recorrer a Virgílio Silva, único roteirista de plantão naquele momento.
A ideia inicial era receber apenas uma escaleta do texto. Mas, no dia seguinte, Virgílio entregou o capítulo completo, narrado como uma única sequência contínua, com poucos cortes e sem diálogos convencionais, exatamente como foi ao ar.
Em seu relato, Aguinaldo comparou o resultado a uma “prova de artista”, situação em que profissionais experientes trabalham sob pressão máxima de tempo. Ele lembrou que a equipe de novela elabora cerca de trinta páginas por dia e entrega seis capítulos por semana, tornando desafios como aquele ainda mais intensos.
Apesar dos elogios, o autor admitiu que o sentimento pós-entrega não foi de alívio, mas de autocrítica silenciosa: “Eu podia ter feito melhor…”. Segundo ele, esse pensamento persiste mesmo com a recepção extremamente positiva do público.
Ainda assim, o impacto foi inegável. O capítulo especial de “Três Graças” recebeu elogios de espectadores e crítica, ganhou destaque nas redes sociais e provou que, mesmo em um formato diário acelerado, há espaço para ousadia estética, riscos narrativos e trabalho autoral de alto nível.
Mais do que um momento marcante na história, o episódio tornou-se um retrato raro dos bastidores da teledramaturgia brasileira — contado por quem entende esse jogo como poucos.












