Uma série de manifestações tomou conta dos Estados Unidos na quarta-feira (7/1) depois que uma mulher de 37 anos foi baleada e morta por agentes do Serviço de Imigração e Controle de Aduanas (ICE) em Minneapolis. Além de Minnesota, cidades como Miami, Nova Orleans e Nova York também registraram protestos contra a ação.
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Autoridades locais afirmam que o número de participantes nos protestos pela morte da cidadã norte-americana ultrapassou o registrado após o episódio de George Floyd, em maio de 2020, na mesma cidade. Em Nova York, mais de 400 pessoas se reuniram em frente a um escritório regional do ICE.
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Os manifestantes entoavam slogans contra o departamento e exibiam cartazes com frases como “ICE fora de Minnesota” e “ICE é a Gestapo de Trump”, em alusão à força policial política nazista da Alemanha na Segunda Guerra Mundial.
Testemunhas filmaram o momento em que os agentes se aproximam do veículo da vítima e, após o carro acelerar, um policial dispara. Em nota, o Departamento de Segurança Interna (DHS) afirmou que “manifestantes violentos” teriam tentado atropelar os agentes.
Segundo o comunicado do DHS, “um agente do ICE, temendo pela própria vida, a dos colegas e a segurança pública, disparou em legítima defesa, aplicando seu treinamento para preservar a vida dele e de seus companheiros”. Em suas redes sociais, o presidente Donald Trump também respaldou a ação, afirmando que a mulher teria tentado atropelar o agente de forma “violenta” e “deliberada”.
O prefeito de Minneapolis, Jacob Frey, e o governador de Minnesota, Tim Walz, questionaram a versão apresentada pelo DHS e pelo presidente norte-americano.


