A avó materna de Bruninho Samúdio, Sonia Fátima Moura, bateu o pé após o goleiro Bruno cancelar, pela segunda vez, o encontro marcado com o neto. Visivelmente abalada, ela falou em exclusividade à TV Record que, a partir de agora, qualquer tentativa de aproximação do ex-jogador deverá ser realizada somente por meio da Justiça. A medida ocorre depois de uma série de desencontros e promessas não cumpridas pelo pai de Bruninho.
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Em entrevista concedida nesta quinta-feira (15/1), Sonia assegurou que não abrirá mão de proteger o neto. “Seu acesso ao Bruninho acontecerá via judicial. Você vai precisar buscar seus direitos na Justiça, porque agora quem não vai deixar você se aproximar dele serei eu”, declarou a matriarca, enfatizando que está disposta a acionar os meios legais para resguardar o adolescente.
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Sonia garantiu ainda que toda essa disputa não alterará a carreira esportiva do neto, arqueiro da divisão Sub15 da Seleção Brasileira e atleta do Botafogo. “Não pense que o que você fez vai impactar o futebol dele, porque não vai. Você não conhece a personalidade nem a força que ele tem”, alertou a avó, reforçando que, na visão dela, Bruno não tem mais legitimidade para ser chamado de pai, mas apenas de genitor.
Bruninho também se pronunciou e relatou como tentou restabelecer o vínculo com o pai. “Ele começou a me procurar há mais de três anos enviando várias mensagens pelo Instagram. Quando decidi ouvir o que ele tinha a dizer, ele não apareceu. Deu pra trás, sem dar notícias, e ainda vazou áudios dizendo que éramos nós que o procurávamos. Acho isso uma sacanagem. Dei a ele o direito de falar, mas ele não quis. Agora quero o meu: os quatro anos de pensão atrasada que ele me deve”, afirmou o jovem goleiro.
Em suas redes sociais, o goleiro Bruno, condenado pela morte de Eliza Samúdio em 2013, explicou na quinta-feira (15/1) os motivos do cancelamento do encontro com Bruninho. Segundo ele, a iniciativa foi abortada em razão de “medidas de segurança” e pelas condições impostas pela família, que o fizeram acreditar tratar-se de uma “armadilha”. Bruno afirmou ainda estar aberto a negociar em outra ocasião, desde que se sintam confortáveis.
No Brasil, a pensão alimentícia é regulamentada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e exige o pagamento de um valor mensal para garantir o sustento, a educação e a saúde de menores de idade. O descumprimento dessa obrigação pode levar a medidas como protesto em cartório e até prisão civil do devedor. A categoria Sub15, na qual Bruninho atua, reúne jogadores com até 15 anos que representam as categorias de base das equipes e seleções, funcionando como etapa formativa e de preparação para o futebol profissional.


