Por enquanto, a iniciativa de lançar um telejornal no final da tarde para rivalizar com o que Record e Band exibem nesse horário segue apenas como um desejo distante na direção do SBT. O desafio envolve avaliar a viabilidade de criar uma identidade editorial própria, montar equipes adequadas, definir locações de estúdio e assegurar recursos técnicos suficientes para disputar audiência em um dos momentos de pico da programação. A proposta, embora atraente para quem busca ampliar a presença noticiosa da emissora, ainda não avançou para fases de concepção.
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Até o momento, não existe qualquer planejamento formal acerca desse projeto, tampouco um esboço de roteiro ou estrutura inicial. Na prática, nenhum documento foi iniciado, o que significa que não há etapas de produção em curso nem mesmo preliminares de pesquisa de público. Essa ausência de material concreto reflete a cautela da cúpula, pois a consolidação de um novo telejornal demanda um cronograma detalhado, levantamento de custos e uma análise profunda das lacunas que esse produto atenderia no mercado.
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Diante desse cenário, as prioridades continuam voltadas para outras áreas da grade, especialmente aquelas com potencial imediato de elevar os índices de audiência e de faturamento nas regiões matinal e do almoço. Esses períodos representam pontos estratégicos de contato com o público, pois englobam programas de variedades, jornalísticos locais e atrações de entretenimento leve que atraem anunciantes em busca de boa penetração de marca. Investir em reforçar esses horários pode gerar retornos mais rápidos e seguros para a emissora.
Há, entretanto, consenso interno de que a abertura de um programa voltado ao público feminino, com formato atraente e conteúdo alinhado aos interesses dessa audiência, somada a um debate esportivo bem estruturado no período do almoço, poderia facilitar o atendimento dessas demandas de forma mais prática e razoável. Essas propostas, que se baseiam em tendências de mercado e no comportamento do telespectador durante as refeições, também têm o potencial de ampliar as possibilidades de estratégia e de incrementar a alavancagem da grade como um todo, criando ganchos comerciais e espaços de merchandising adequados.
Por outro lado, qualquer sinalização ou decisão definitiva sobre o lançamento de novos produtos ou alterações de grade só ocorrerá após a conclusão de estudos criteriosos e depois de uma manifestação positiva do departamento comercial. Essa etapa costuma englobar pesquisas de audiência, sondagem de anunciantes, projeções de investimento e retorno, além de avaliações de cronograma de produção. O aval do setor que cuida da venda de cotas de publicidade é considerado fundamental para seguir adiante.
É justamente nesse ponto que se concentra o foco de Daniela Beyruti, responsável pela decisão final. Ela aguarda a apresentação dos levantamentos necessários, da viabilidade financeira e do parecer dos setores envolvidos para definir os próximos passos. A expectativa é que, quando ela retornar de férias em fevereiro, esses relatórios detalhados estejam em sua mesa, permitindo que seja tomada uma posição clara sobre a possibilidade de, enfim, investir em um telejornal vespertino ou reforçar outros projetos na grade.












