O Brasil está muito próximo de registrar a maior equipe de sua história nos Jogos Olímpicos de Inverno, programados para acontecer entre os dias 6 e 22 de fevereiro de 2026 em Milão-Cortina, na Itália. Até o momento, a delegação brasileira soma dez vagas já confirmadas e pode chegar a até 19 atletas em posição de classificação. Esse número superaria a marca anterior, de 13 competidores, alcançada em Sochi, na Rússia, em 2014, quando o país também registrou sua maior presença em provas de inverno.
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Entre as modalidades com convites assegurados, o Esqui Alpino conta com duas vagas: uma já garantida por Lucas Pinheiro Braathen, principal nome brasileiro na Copa do Mundo da modalidade, e outra ainda sem definição de atleta. No Esqui Cross-Country, o Brasil tem três vagas confirmadas — uma no masculino e duas no feminino — cujos nomes ainda serão revelados pela confederação. No Skeleton, Nicole Silveira assegurou sua participação e disputará sua segunda edição dos Jogos de Inverno. Já no Bobsled, Edson Bindilatti figura como piloto de uma equipe que terá quatro lugares garantidos, faltando anunciar os demais tripulantes.
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Além das vagas já asseguradas, o Brasil mantém chances reais de ampliar sua delegação. Na modalidade de Bobsled, o país ainda pode classificar mais uma equipe completa, totalizando até duas formações e oito atletas somente nesse esporte de trenó. Também aparece dentro da zona de classificação para Biatlo e Snowboard, onde poderá conquistar vagas adicionais. O prazo final para confirmar todas as vagas encerra-se em 18 de janeiro, quando termina oficialmente o período de qualificação para Milão-Cortina 2026.
O Bobsled é uma prova de velocidade sobre gelo em que times de duas ou quatro pessoas descem uma pista sinuosa dentro de um trenó especialmente projetado para alcançar altas velocidades. A equipe treina largadas explosivas, essenciais para imprimir aceleração inicial ao equipamento, e busca completar o percurso em um tempo cumulativo menor do que o dos adversários. A modalidade exige coordenação entre os membros, precisão nas curvas e veículos aerodinâmicos.
O Esqui Alpino consiste em descidas rápidas por pistas íngremes marcadas por estacas que delimitam o percurso. Cada atleta desce individualmente e deve combinar equilíbrio, técnica e controle de velocidade para traçar a melhor linha entre as portas. As provas são cronometradas em décimos de segundo, e o somatório dos tempos de duas baterias pode definir os vencedores.
No Esqui Cross-Country, a disputa assemelha-se a corridas de resistência, mas com atletas usando esquis e bastões ao longo de trajetos que podem variar entre terrenos planos, ondulados ou montanhosos. A competição pode ser individual, em equipes ou em formatos de perseguição, com largadas individuais ou simultâneas. O vencedor é quem completa o percurso em menor tempo ou cruza a linha de chegada primeiro.
O Skeleton é caracterizado pelo atleta deitado de bruços em um trenó pequeno e aerodinâmico, com a cabeça voltada para frente. A descida é feita em altíssima velocidade, e cada centésimo de segundo conta. A soma dos tempos de várias descidas determina o resultado final. O esporte exige nervos de aço, precisão no controle do trenó e grande concentração para aproveitar a gravidade e as curvas da pista.


