O Inter Miami, clube da MLS onde Lionel Messi joga desde 2023, ampliou esforços para obter uma vaga na Copa Libertadores, principal competição de clubes da América do Sul. Jorge Mas, proprietário da equipe da Flórida, declarou que seu desejo é ver Messi disputar o torneio e que esse movimento passa por um acordo direto com a CONMEBOL. Segundo Mas, que já faturou o título da Major League Soccer com o time, a inclusão do Inter Miami na Libertadores seria um “sonho” tanto para o clube quanto para o craque argentino. Alejandro Domínguez, presidente da CONMEBOL, teria recebido a proposta e avaliado o formato, abrindo precedentes para um possível convite.
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Em entrevista ao jornal argentino “Olé”, Jorge Mas explicou que apresentou formalmente a ideia a Alejandro Domínguez e ressaltou que há “precedentes” para a entrada de clubes de fora da América do Sul na Libertadores. Entre 1998 e 2016, equipes do México participaram da disputa sem conquistar o título, mas contribuíram para ampliar o alcance comercial e esportivo do torneio. Na visão de Mas, a chegada de um time dos Estados Unidos, com Lionel Messi em campo, representaria uma evolução do regulamento e reforçaria as expectativas de público nos estádios, de audiência nas TVs e de retorno de patrocinadores.
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Se a proposta for oficializada e aprovada pelos demais integrantes da CONMEBOL, Lionel Messi atuaria em solo sul-americano pela primeira vez desde o início de sua carreira profissional. Embora tenha conquistado praticamente todos os troféus disponíveis na Europa, incluindo várias edições da Champions League, o camisa 10 do Inter Miami nunca chegou a disputar a Libertadores. Para o clube da Flórida, essa estreia seria um marco inédito que uniria o prestígio de Messi ao prestígio histórico do torneio, criado em 1960 e considerado o mais tradicional da América do Sul.
Historicamente, a Copa Libertadores tem um formato dividido em fases prévias, fase de grupos e mata-mata, com times de países como Brasil, Argentina, Uruguai e Colômbia garantindo a maioria das vagas. A abertura para clubes de outros continentes já ocorreu em caráter experimental com equipes mexicanas, mas nunca havia sido estendida a equipes dos Estados Unidos. Com a expansão da MLS, criada em 1996 e hoje pautada em investimentos em infraestrutura e em jogadores de renome, a participação do Inter Miami colocaria o campeonato norte-americano em um novo patamar de visibilidade internacional.
Do ponto de vista comercial, a entrada de um time da MLS na Libertadores poderia atrair novos patrocinadores multinacionais e acordos de transmissão em mercados antes pouco explorados pelo torneio. Esportivamente, a presença de Lionel Messi em partidas da Copa Libertadores geraria enorme apelo para torcedores, já que o argentino coleciona recordes de gols, assistências e títulos em clubes como Barcelona e Paris Saint-Germain. Jorge Mas enxerga essa perspectiva como um passo estratégico para o Inter Miami e para a própria CONMEBOL, que veria a competição ganhar ainda mais relevância global.


