Lauana Prado revelou, no último fim de semana, que está grávida pela primeira vez. Em entrevista ao portal LeoDias, a cantora contou que a maternidade era um sonho antigo e que só conseguiu concretizar esse desejo por meio de um procedimento de fertilização in vitro (FIV). O anúncio emocionado de Lauana Prado ganhou destaque nas redes sociais, onde ela compartilhou o momento de descoberta do resultado positivo.
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A fertilização in vitro (FIV) é uma técnica de reprodução assistida em que todo o processo de fecundação ocorre fora do corpo, em ambiente controlado de laboratório. Segundo a Maternidade rede D’Or, os óvulos coletados passam por um encontro direto com os espermatozoides, formando embriões que permanecem sob observação até atingirem um estágio ideal de desenvolvimento. Essa metodologia permite a seleção prévia de gametas, ampliando as chances de reprodução bem-sucedida e de saúde do embrião.
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No protocolo padrão da FIV, a paciente inicia um ciclo de estimulação ovariana com medicamentos hormonais para estimular o desenvolvimento de múltiplos folículos. Em seguida, realiza-se a punção folicular, procedimento minimamente invasivo no qual os óvulos são aspirados e encaminhados ao laboratório. Após a fecundação in vitro, os embriões podem ser cultivados por alguns dias até o estágio de blastocisto e, então, transferidos ao útero ou criopreservados para uso futuro. Essa criopreservação permite que embriões excedentes sejam mantidos em condições apropriadas, garantindo novas tentativas sem nova estimulação ovariana.
Para quem a FIV é indicada? Ainda de acordo com a Rede D’Or, o método destina-se a casais ou indivíduos que enfrentam dificuldades para engravidar naturalmente. O encaminhamento costuma acontecer quando, após um ano de tentativas de concepção espontânea sem uso de contraceptivos, não há sucesso. Em muitos casos, recomenda-se avaliação médica para verificar fatores como reserva ovariana, qualidade dos espermatozoides e anatomia reprodutiva, definindo a melhor estratégia de tratamento individualizada.
Regras da FIV no Brasil Conforme a resolução nº 2.320/2022 do Conselho Federal de Medicina, existem parâmetros obrigatórios para o uso das técnicas de reprodução assistida no país. A norma estabelece faixa etária máxima para candidatas, restrições quanto à seleção do sexo embrionário apenas em casos de prevenção de doenças genéticas, prazo de permanência de embriões em laboratório de até 14 dias e diretrizes de anonimato e não comercialização na doação de gametas. A gestação compartilhada entre casais de mulheres também é autorizada, possibilitando que o embrião gerado a partir de óvulo de uma parceira seja transferido para a outra.
O acesso à fertilização in vitro está previsto na cobertura do SUS desde 2005, mas ainda enfrenta limitações práticas. Filas de espera longas e a exigência de acreditação de serviços credenciados dificultam o atendimento universal. Além disso, a necessidade de infraestrutura laboratorial sofisticada, equipes multidisciplinares e critérios de elegibilidade que costumam incluir limites de idade tornam o processo um desafio. Para Lauana Prado e tantas outras pessoas que sonham com a maternidade, a FIV representa uma janela de esperança, mas também evidencia a complexidade e o custo envolvido no tratamento.


