Depois da aparição de Crô, interpretado por Marcelo Serrado em Fina Estampa, a Globo resgata Téo Pereira, personagem eternizado por Paulo Betti em Império, em Três Graças. Nesta trama, Ferette, vivido por Murilo Benício, se vê confrontado pelo jornalista Téo Pereira; prevê-se ainda que Zendilda, na interpretação de Andréia Horta, confirme o envolvimento amoroso de Ferette com Arminda, papel de Grazi Massafera, enquanto Xênica, representada por Carla Marins, e o capanga Macedo intensificam a crise no núcleo principal. A iniciativa da emissora aposta na nostalgia ao mesmo tempo em que insere a figura do repórter como motor de conflitos políticos e pessoais.
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Um dos pontos mais comentados é o retorno de Crô, cuja presença sempre movimentou o humor do público. Marcelo Serrado, que já mergulhou no universo excêntrico de Tereza Cristina, volta a dar vida ao mordomo acomodado e rico, agora envolvido em um trabalho voluntário. Essa reaproximação entre passado e presente nas novelas da Globo tem se mostrado estratégia eficaz para manter a audiência, ao reunir fãs antigos e novos espectadores curiosos pelo reencontro com personagens icônicos.
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Numa cena marcada por tensão, Téo Pereira encontra Zendilda (Andréia Horta) e confirma a traição de Ferette, personagem de Murilo Benício, com Arminda (Grazi Massafera). O diálogo expõe detalhes do romance secreto e sugere como o veterano repórter utilizará suas fontes para desestabilizar a imagem pública do empresário. O recurso de ambientar a sequência durante o período de Carnaval reforça o caráter festivo e caricato da novela, ao mesmo tempo em que traz um contraponto dramático essencial para o desenrolar da trama.
A movimentação desencadeada por Xênica (Carla Marins) aumenta ainda mais o drama em torno de Ferette. Ao ser avisado de que “uma pessoa importante” aguarda por ele, o vilão perde a compostura e tenta, a todo custo, afastar Téo Pereira de seu escritório. Sem êxito no primeiro momento, Ferette recorre a suborno financeiro, oferecendo quantia generosa para silenciar o jornalista. Fiel à ética profissional, Téo Pereira recusa a proposta, reforçando seu compromisso com a verdade e os princípios do jornalismo investigativo.
A tensão cresce quando Ferette encerra abruptamente a entrevista e expulsa o repórter do local. Nos bastidores, Macedo sugere que o empresário tome uma atitude extrema, mandando atropelar o jornalista, o que remete aos métodos sujos já explorados anteriormente na novela. Porém, Ferette recua diante do receio de que Zendilda use esse sinal de violência para virar o jogo a seu favor, ressaltando como o poder pode se sobrepor ao instinto de autopreservação quando existe ameaça de exposição pública.
A entrada de Téo Pereira funciona como verdadeiro catalisador da crise de Ferette, mostrando que não se trata apenas de um tributo afetivo ao público. A participação de Paulo Betti retoma elementos de Império ao mesmo tempo em que adiciona tensão política e midiática ao enredo de Três Graças. Essa integração de personagens reforça a ambição da novela em elevar o nível de confronto público e político, costurando memórias televisivas com questões contemporâneas de poder e jornalismo.












