A Justiça de São Paulo oficializou, na noite de terça-feira (20/1), o acordo apresentado pelo Corinthians para quitar seus débitos por meio do Regime Centralizado de Execuções (RCE), em processo conduzido pelos advogados Elias Mubarak e Júlio Mandel. Com a homologação, o clube passa a obedecer integralmente as condições estabelecidas no plano judicial, validando uma tramitação que se estendia por pouco mais de um ano.
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No estágio inicial das negociações, o Corinthians declarou um passivo de R$ 367 milhões no escopo do RCE. Entretanto, após a aplicação de juros, correções monetárias e a inclusão de novos credores ao longo da instrução processual, o montante evoluiu para cerca de R$ 450 milhões. Deste total, aproximadamente R$ 200 milhões já estavam em fase de execução judicial antes da homologação.
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As obrigações incluídas no plano abrangem compromissos com empresários, fornecedores e atletas, contemplando também valores de direitos de imagem. No entanto, ficam excluídos do Regime Centralizado de Execuções os débitos tributários e a dívida referente ao financiamento da Neo Química Arena junto à Caixa Econômica Federal.
O cronograma aprovado estipula um prazo de dez anos para a quitação integral das dívidas. As parcelas serão calculadas com base em percentuais das receitas recorrentes do clube: 4% no primeiro ano, 5% no segundo e 6% a partir do terceiro ano, respeitando o regime progressivo estabelecido no acordo.
O pedido de adesão ao RCE foi protocolado e conduzido pelos advogados Elias Mubarak e Júlio Mandel, com a participação ativa de conselheiros e dirigentes do Corinthians durante todo o processo de negociação. A atuação dos profissionais foi fundamental para construir as bases do acordo e obter a homologação judicial.
Com o plano agora ratificado pela Justiça de São Paulo, o Corinthians busca encerrar uma sequência de bloqueios judiciais que vinham prejudicando o fluxo de caixa do clube, promovendo uma reorganização financeira na esteira do cronograma aprovado.


