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Lula libera R$ 12 milhões para escolas de samba, mas governo diz não ter recursos para vacina contra herpes

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O governo federal confirmou o repasse de R$ 12 milhões para as escolas de samba do Rio de Janeiro, beneficiando diretamente as 12 agremiações que compõem o Grupo Especial da Liga Independente das Escolas de Samba (Liesa). A ação, que prevê R$ 1 milhão para cada escola, foi oficializada por meio de termos de cooperação assinados por representantes da Embratur, Ministério da Cultura e Liesa. Segundo autoridades governamentais, a iniciativa busca fortalecer a cultura popular e o turismo durante o Carnaval, considerado um dos maiores eventos do planeta em termos de visibilidade internacional e impacto econômico. 

A destinação de recursos tem sido defendida pelo presidente da Embratur, Marcelo Freixo, e por integrantes do Ministério da Cultura como uma forma de valorizar a cultura nacional e criar oportunidades de trabalho e renda para milhares de profissionais que atuam na preparação do Carnaval. Eles argumentam que o investimento não é apenas simbólico, mas estratégico para reforçar a imagem do Brasil no exterior e dinamizar setores como turismo e economia criativa. 

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Ao mesmo tempo, segundo informações da Agência Brasil, o Ministério da Saúde decidiu não incorporar ao Sistema Único de Saúde (SUS) a vacina contra o herpes-zóster, imunizante utilizado para prevenir reativações dolorosas do vírus varicela-zóster em idosos e imunocomprometidos. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União e baseada em parecer da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). A entidade avaliou que o custo de implementação da vacina no SUS seria insustentável diante do impacto orçamentário projetado. 

Especialistas ressaltam que o herpes-zóster pode causar complicações graves e prolongadas, especialmente em populações mais vulneráveis, como pessoas com mais de 80 anos e pacientes com baixa imunidade, que enfrentam maior risco de hospitalização e dor crônica. A vacina disponível no Brasil, Shingrix, demonstrou eficácia superior a 90% em prevenção, conforme dados de fabricantes e estudos clínicos, porém seu preço e os custos estimados pelo SUS elevaram o debate sobre custo-efetividade. 

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A oposição política criticou a decisão de não incluir a vacina no SUS, argumentando que a medida evidencia uma “inversão de prioridades” do governo, sobretudo em um contexto de envelhecimento da população brasileira e de demandas crescentes sobre o sistema público de saúde. Parlamentares têm usado a liberação de recursos para o Carnaval como exemplo de escolhas que desfavorecem áreas consideradas essenciais, como prevenção em saúde pública. 

Por outro lado, a gestão federal afirma que a análise técnica levou em conta rigorosos critérios de sustentabilidade orçamentária e que a oferta da vacina poderia ser reavaliada caso novas condições de preço ou impacto sejam apresentadas no futuro. 

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