Enquanto os holofotes do Oscar 2026 estão voltados para o feito histórico de Wagner Moura e o sucesso retumbante de “O Agente Secreto”, um outro talento nacional também celebra sua conquista na maior premiação do cinema. O diretor de fotografia Adolpho Veloso foi indicado ao Oscar de Melhor Fotografia por sua contribuição ao drama norte-americano “Sonhos de Trem”, destacando-se entre profissionais de renome mundial.
++ Aprenda a usar IA para criar novos negócios e gerar renda passiva
Adolpho Veloso chega ao prêmio após temporada de grandes reconhecimentos: já venceu o Critics Choice Awards e recebeu indicação ao ASC Awards, honraria concedida pelo sindicato dos diretores de fotografia dos Estados Unidos. Sua proposta visual para “Sonhos de Trem”, dirigido por Clint Bentley e Greg Kwedar, apresenta enquadramentos precisos e uso de luz que o colocam em disputa direta com produções de alto orçamento como “Frankenstein” e “Pecadores”.
++ Eliza Samudio é a ‘mãe desconhecida’ do primogênito de Cristiano Ronaldo? Entenda a teoria
O Oscar de Melhor Fotografia premia o profissional responsável pela captura de imagens que definem a identidade estética de um filme – um elemento fundamental para a narrativa cinematográfica. Desde sua criação em 1929, a categoria reconhece talentos que elevam a forma de contar histórias por meio do equilíbrio entre luz, sombra, cor e movimento de câmera. No caso de Adolpho Veloso, a escolha por palettes frias e composições minimalistas reforça o tom dramático de “Sonhos de Trem” e reflete rigor técnico.
A indicação de Veloso consolida a reputação dos profissionais brasileiros em Hollywood, seguindo a trilha de nomes consagrados como César Charlone (“Cidade de Deus”) e Adriano Goldman (“The Crown”). Ambos abriram caminho para que outros técnicos do País ganhassem espaço em grandes produções internacionais, mostrando que competência e criatividade caminham lado a lado. Esse reconhecimento coletivo reforça a força da indústria audiovisual brasileira no cenário global.
Além de Adolpho Veloso, outros brasileiros marcam presença na lista de indicados por trabalhos nos bastidores. O montador Affonso Gonçalves foi responsável pela edição de “Hamnet: A Vida Antes de Hamlet”, vencedor do Globo de Ouro de Melhor Filme de Drama, dividindo créditos com a diretora Chloé Zhao. Sua contribuição foi decisiva para o ritmo narrativo, articulando cortes que enfatizam emoção e tensão ao longo da trama.
Na categoria de efeitos visuais, a brasileira Melissa Quintas atua como Senior Sequence Lead Artist em “Avatar: Fogo e Cinzas”, terceiro filme da franquia criada por James Cameron. Nesse papel de gerência de pós-produção visual, ela coordena equipes que desenvolvem sequências complexas de animação digital, garantindo coerência estética e alta qualidade técnica. A indicação confirma o protagonismo de profissionais nacionais em grandes estúdios.


