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Donald Trump lança Conselho da Paz em Davos com Javier Milei, Viktor Orbán, Santiago Peña, Marco Rubio e convite ao presidente Lula

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Nesta quinta-feira (22 de janeiro), durante sessão do Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça, Donald Trump oficializou o polêmico “Conselho da Paz” voltado para supervisionar a reconstrução da Faixa de Gaza. Na cerimônia, estiveram presentes o presidente da Argentina, Javier Milei; o primeiro-ministro da Hungria, Viktor Orbán; o presidente do Paraguai, Santiago Peña; e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio. O ex-presidente dos Estados Unidos também anunciou ter convidado o presidente Lula para integrar a nova estrutura.

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O plano apresentado, detalhado em material exibido aos participantes, prevê a construção de arranha-céus e um processo de desmilitarização de Gaza, buscando transformar a região após anos de conflito. Ao propor esse modelo de desenvolvimento urbano, Donald Trump enfatizou a importância de criar infraestrutura moderna capaz de impulsionar a economia local e oferecer moradia e serviços essenciais aos moradores, em um projeto que mescla iniciativa privada e financiamento internacional.

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Apesar do discurso triunfalista, Donald Trump aproveitou para questionar o papel da Organização das Nações Unidas (ONU), entidade que ele classificou como subutilizada, alegando que “nunca nem falei com a ONU. Eles tinham um potencial tremendo”. Fundada em 1945, a ONU atua em missões de manutenção da paz e no auxílio humanitário em regiões afetadas por conflitos. A crítica reforça a impressão de que o Conselho da Paz deve funcionar com alto grau de independência, distanciando-se da jurisdição tradicional das Nações Unidas sobre a governança humanitária e de direitos humanos.

Em seguida, Donald Trump afirmou que o conselho terá autonomia inédita, com capacidade para “fazer praticamente tudo o que quisermos” assim que estiver totalmente constituído. Apesar dessa postura, o ex-presidente garantiu que haverá diálogo com a ONU ao longo do processo, embora sem abrir mão da autonomia. No ato de assinatura da carta de fundação, Trump reuniu próximos aliados e reforçou o caráter pragmático da iniciativa, alinhando interesses estratégicos e geopolíticos.

Entre os cerca de 30 líderes internacionais convocados para compor o Conselho da Paz, destacaram-se Javier Milei, que trouxe sua visão liberal da Argentina; Viktor Orbán, conhecido por seu projeto nacionalista na Hungria; Santiago Peña, que representa as metas de reconstrução do Paraguai; e Marco Rubio, articulador da diplomacia norte-americana. A presença desses governantes reflete a tentativa de Donald Trump de consolidar um grupo de ação política e econômica, em vez de um simples fórum consultivo.

O convite dirigido ao presidente Lula para participar do Conselho da Paz ainda não recebeu resposta oficial até o momento do lançamento. A Faixa de Gaza enfrenta danos severos em infraestrutura desde décadas de disputas, o que torna urgente uma estratégia ampla de reconstrução. A eventual adesão de Lula poderia ampliar o alcance político do órgão e reforçar as relações entre Brasil e Estados Unidos, em um cenário internacional que busca soluções para crises humanitárias, sobretudo na reconstrução da Faixa de Gaza, palco de disputas há décadas.

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