Carla Prata, rainha de bateria da Acadêmicos do Tucuruvi, prestou uma homenagem emocionante ao pai, Jorge, durante o ensaio técnico da escola realizado no domingo (25/2), na Marquês de Sapucaí. A escolha do tema e do figurino teve forte carga afetiva, pois Jorge era um entusiasta de motocicletas e deixou um legado de coragem e paixão pela velocidade. O momento no sambódromo carioca reforçou o vínculo familiar e a importância de resgatar memórias pessoais em meio ao esplendor do carnaval.
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Logo após a passagem pela Sapucaí, Carla Prata detalhou a trajetória do pai, Jorge, lembrando que ele trabalhava diariamente sobre duas rodas e sofreu um acidente fatal ao ser atropelado por um caminhão a caminho do serviço. Essa experiência marcou profundamente a artista, que decidiu transformar a dor em celebração. No entorno do sambódromo, o ensaio técnico permite afinar ritmos, testar alegorias e aproximar o público do universo criativo da escola, com direito a bateria a todo vapor.
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Mais do que uma homenagem íntima, Carla Prata estendeu o enredo para representar todos os motoqueiros e entregadores do Brasil, apontados como verdadeiros “anti-heróis” do cotidiano. Esse conceito foi o fio condutor do samba-enredo da Tucuruvi em 2026, intitulado “Anti-Heróis”, que exalta a rotina de quem enfrenta o trânsito e as adversidades urbanas para garantir trabalho e sustento. No carnaval, o samba-enredo funciona como um roteiro musical e narrativo que une canto, percussão e enredo visual, reunindo comunidade, compositores e passistas em torno de uma história.
Para compor o visual, a escola escolheu um figurino impactante que dialoga com a realidade das ruas, a moda contemporânea e o conceito urbano. O corpo de couro, com recorte profundo, remete diretamente à indumentária de motociclistas tradicionais, conferindo força, atitude e sensualidade à fantasia. Em cada detalhe, há a intenção de destacar a presença marcante dessas classes populares na folia, sem esquecer da estética sofisticada e do respeito às influências originais do vestuário de duas rodas.
O toque final foi pensado para intensificar o simbolismo: o capacete cravejado de cristais une brilho e proteção, enquanto guidão e farol reais se incorporam ao look como elementos cenográficos. Acessórios como uma mochila com bateria acoplada fazem alusão direta aos entregadores urbanos, e as botas de cano alto com salto fino reforçam imponência e resistência. Pesando quase 10 kg, a fantasia exigiu treinamento físico e técnico para garantir mobilidade e segurança, ao mesmo tempo em que celebra a potência de quem ocupa as ruas e a avenida com protagonismo.


