Na última quarta-feira (28/1), um grave acidente aéreo interrompeu o voo que ligava Cúcuta a Ocaña, no nordeste da Colômbia, e resultou na morte de todas as 15 pessoas a bordo, entre elas o deputado Diógenes Quintero e o candidato Carlos Salcedo. A aeronave envolvida era um Beechcraft 1900, modelo bimotor turboélice de uso regional muito empregado em rotas curtas dentro do país. O acidente ganhou repercussão internacional por envolver nomes do cenário político e chamou a atenção também pelos desafios logísticos inerentes a voos em áreas remotas.
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O voo era operado pela companhia estatal Satena, especializada em conectar cidades de difícil acesso em diversas regiões colombianas. De acordo com informações da BBC, o último contato do Beechcraft 1900 com a torre de controle ocorreu às 11h54, poucos minutos após a decolagem. Após prolongados trabalhos de buscas, os destroços foram localizados em uma zona montanhosa do município de Playa de Belén, próximo à fronteira com a Venezuela, área marcada por vales profundos e encostas íngremes.
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Equipes de resgate, composta por unidades da Defesa Civil e do Corpo de Bombeiros local, enfrentaram um cenário de difícil circulação devido ao relevo acidentado, altitudes elevadas e mata fechada. A região também abriga extensas plantações de coca e áreas de influência de grupos armados ilegais, incluindo guerrilheiros do ELN e dissidentes das FARC, fatores que exigiram apoio de forças de segurança para garantir a integridade das operações de busca e remoção dos cadáveres. Helicópteros foram empregados para acesso rápido a trechos isolados, enquanto equipes de terra avançavam por trilhas escorregadias sob condições climáticas instáveis.
A Aeronáutica Civil colombiana já instaurou um inquérito técnico para apurar as causas da queda, com análise de caixas-pretas, revisão de registros de manutenção e avaliação das condições meteorológicas no momento da decolagem. Paralelamente, o governo expressou profunda consternação com a tragédia. O ministro do Trabalho, Antônio Sanguino, lamentou a morte de Diógenes Quintero em nota oficial, descrevendo-o como “um líder dedicado à transformação da região de Catatumbo” e ressaltando seu compromisso com iniciativas de desenvolvimento social. Carlos Salcedo, que disputaria vaga nas eleições legislativas de março, também foi lembrado como um jovem político promissor, dedicado a representar comunidades locais.
Em meio à comoção nacional, setores da sociedade civil e colegas parlamentares de Diógenes Quintero têm manifestado solidariedade às famílias das vítimas, ao mesmo tempo em que aguardam o resultado da investigação para entender exatamente o que levou à tragédia. A perda destes dois representantes reforça o debate sobre segurança de rotas aéreas regionais e os riscos operacionais enfrentados por autoridades e moradores de territórios com infraestrutura limitada.


