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Praia Brava em Florianópolis sedia homenagem a Orelha, cão comunitário vítima de agressões

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Alerta de gatilho: maus-tratos contra animais são crimes previstos em lei. Segundo o artigo 32 da Lei n.º 9.605/98, submeter cão ou gato a sofrimento indevido configura crime ambiental, com pena de detenção e multa. Denuncie pelo 190, pela Polícia Civil ou pelo Disque-Denúncia (181). O cão comunitário Orelha, que foi brutalmente agredido por adolescentes e não resistiu aos ferimentos, precisou ser submetido à eutanásia e, desde então, recebe homenagens na Praia Brava, em Florianópolis, Santa Catarina. Moradores e manifestantes deixam flores e mensagens na pequena casinha onde Orelha costumava repousar.

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No contexto brasileiro, os chamados cães comunitários são aqueles sem tutor fixo, mas protegidos por voluntários que oferecem abrigo, alimentação e cuidados básicos. Essas construções muitas vezes simples, como a casinha de blocos e cimento onde Orelha vivia, demonstram a solidariedade de quem adota o papel de cuidador informal. A iniciativa de erguer um ponto de apoio para o cão reforça a lógica de guarda compartilhada e de zeladoria urbana de animais sem lar.

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A estrutura resistente, feita com blocos de concreto e revestida por cimento, foi erguida por voluntários da região e se tornou um memorial de rua. Visitantes que passam pela Praia Brava depositam flores, bilhetes e brinquedos, criando um ponto de luto coletivo. Fotografias compartilhadas em redes sociais mostram o acúmulo de tributos coloridos ao redor da casinha, transformando o local em símbolo de repúdio à violência contra animais e de empatia pela causa.

O caso de Orelha alcançou repercussão nacional, impulsionada por hashtags de proteção animal e pelo apoio de celebridades que manifestaram indignação. A mobilização chamou atenção para a fragilidade de cães comunitários, incentivando debates sobre políticas públicas de controle de zoonoses, castração gratuita e programas de adoção. Organizações e grupos de voluntariado vêm reforçando a importância de incentivar a denúncia imediata diante de suspeita de maus-tratos.

Relatos de vizinhos afirmam que Orelha chegou a ficar desaparecido, gerando comoção na comunidade. Dias depois, o cão foi encontrado caído na rua, com ferimentos graves, e levado às pressas a uma clínica veterinária. Conforme o protocolo do Conselho Federal de Medicina Veterinária, diante da gravidade dos traumas e do sofrimento excessivo, o médico-veterinário responsável optou pela eutanásia. O procedimento, regulamentado para evitar prolongamento de dor, encerrou o sofrimento de Orelha, conforme relatório clínico.

A investigação sobre a morte de Orelha está a cargo da Polícia Civil de Santa Catarina. Quatro adolescentes foram indicados como suspeitos de participação nas agressões, enquanto três adultos, familiares dos jovens, aparecem enquadrados por possível coação de testemunhas. O inquérito, amparado pelo Estatuto da Criança e do Adolescente e pela Lei de Crimes Ambientais, segue em andamento para apurar responsabilidades e encaminhar o caso à Justiça.

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