Dias depois da conquista da Supercopa do Brasil sobre o Flamengo, o técnico Dorival Júnior reuniu-se com jornalistas em coletiva realizada na quarta-feira (4/2). Apesar de o Corinthians ter ergueu o troféu recentemente, Dorival Júnior enfatizou a importância de manter o foco e não se acomodar com os bons resultados iniciais, lembrando que o Campeonato Brasileiro e o Paulistão apresentam desafios permanentes ao longo do ano. Ele alertou que a euforia logo após um título não pode substituir o trabalho diário de aprimoramento e a vigilância sobre o desempenho do grupo.
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Dorival Júnior reforçou que o futebol é uma atividade dinâmica que exige monitoramento constante e ajustes frequentes em todos os aspectos. Segundo o treinador, não basta comemorar conquistas pontuais: é imprescindível avaliar o trabalho no Centro de Treinamento, corrigir falhas e buscar a evolução técnica e tática do elenco. “Futebol é dinâmico e precisa ser monitorado para que não perca os seus caminhos. Temos obrigações de estarmos ligados e querendo melhorar a todo momento, buscando tudo o que possa ser feito em torno do CT”, afirmou Dorival Júnior, ressaltando que só assim será possível formar um grupo mais preparado para brigar por objetivos maiores.
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Na coletiva, o treinador abordou ainda o processo de composição do elenco e o impacto das críticas negativas que envolveram o Corinthians na temporada passada. Dorival Júnior lembrou que, por diversas semanas, a pauta era sempre desfavorável ao clube, o que acabava se refletindo no ambiente do dia a dia. “Era uma situação que vinha incomodando todos nós. Toda semana a primeira notícia era relacionada ao Corinthians de forma negativa ou pejorativa. Começamos a alterar o padrão de comportamento e a passar à torcida informações de forma mais clara possível. Ainda estamos montando nosso elenco; ele não está completo”, explicou.
Dorival Júnior destacou o aproveitamento da base como alternativa para reforçar o plantel. Atualmente, 13 atletas das categorias de base integram o grupo profissional, e o técnico afirmou ter paciência para lapidar esses jovens, mas insiste na necessidade de acrescentar outros nomes para aumentar a competitividade. Além disso, o comandante comentou o calendário apertado: após o jogo contra a Ponte Preta, o Corinthians teve clássicos diante de Bragantino, Santos, São Paulo e, em seguida, o duelo com o Palmeiras. Segundo ele, essa sequência exige um elenco mais robusto para administrar esforços e garantir equilíbrio em todas as competições.
O comandante também fez um breve balanço de sua trajetória profissional. Sem um planejamento rígido, Dorival Júnior contou que deixou a carreira fluir, cursou educação física e absorveu lições diárias dos treinadores com quem trabalhou. Ele recordou sua estreia como técnico na Série A pelo Figueirense e o reconhecimento que recebeu ao longo dos anos, inclusive de jogadores do Flamengo que o cumprimentaram. Além disso, destacou o orgulho de ter lançado Filipe Luís, hoje treinador, como um dos frutos de seu trabalho.
Por fim, o treinador detalhou o método interno de contratações do Corinthians, que se baseia em criatividade e em uma análise criteriosa para minimizar riscos financeiros. Vários setores avaliam cada nome até chegar à decisão final. Dorival Júnior comentou também a estratégia adotada na final contra o Flamengo, destacando alternâncias táticas, marcação individualizada e jogadas ensaiadas visando surpreender o adversário. Ele defendeu que o uso intensivo de dados e a versatilidade dos atletas foram essenciais para conquistar o título.


