A cantora Britney Spears vendeu os direitos de seu extenso catálogo musical para a editora independente Primary Wave. Segundo informações do TMZ, o valor dessa negociação está na mesma faixa do acordo de US$ 200 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) que Justin Bieber firmou em 2023 ao vender seus direitos à Hipgnosis. Esse tipo de transação, cada vez mais comum entre grandes nomes da indústria fonográfica, envolve a transferência de receitas futuras de royalties em troca de um pagamento antecipado significativo.
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A Primary Wave, especializada na aquisição e na administração de catálogos musicais, já gerencia acervos de artistas renomados como Whitney Houston, Prince e Stevie Nicks. Até o momento, Britney Spears não se pronunciou oficialmente sobre a venda, mantendo silêncio desde o anúncio não confirmado publicamente pela cantora. Essas aquisições, que incluem tanto as gravações originais quanto os direitos de publicação, reforçam a atuação crescente de investidores em catálogos clássicos e contemporâneos.
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Transações desse tipo geralmente incluem a compra dos master rights (direitos sobre as gravações originais) e, em alguns casos, dos publishing rights (direitos de composição e publicação). Ao adquirir esses ativos, a Primary Wave passa a receber receitas provenientes de serviços de streaming, execuções em rádio e sincronizações em filmes, séries ou comerciais. Esses retornos são destinados ao comprador até que o investimento seja amortizado, modelo que se tornou atraente para gestores de fundos em busca de fluxo de caixa estável.
De acordo com o anúncio, o acordo engloba toda a discografia de Britney Spears, desde o álbum “…Baby One More Time” até o disco “Glory”, de 2016. Entre as faixas que fazem parte do pacote estão hits consagrados como “Slave 4 u”, “Toxic”, “Gimme More” e “Womanizer”. Esse conjunto de músicas segue gerando receitas constantes por meio de plataformas digitais, licenciamento e execuções públicas, fatores que asseguram a rentabilidade esperada pelos investidores.
Em 2021, Britney Spears conquistou a liberdade de uma tutela judicial que durou 13 anos, estabelecida em 2008 e controlada por seu pai, Jamie Spears. Durante esse período, Jamie Spears administrava aspectos pessoais, carreira e o patrimônio estimado em US$ 60 milhões da cantora. O fim do regime, confirmado em novembro de 2021, marcou um novo capítulo de independência artística e financeira para Britney Spears.
Com a negociação, Britney Spears se une a outros artistas de destaque que optaram por monetizar seus catálogos em troca de capital imediato. Sting, Katy Perry, Bruce Springsteen e Justin Timberlake também venderam parte ou a totalidade de seus direitos fonográficos nos últimos anos. Essa tendência reflete o reconhecimento da música como um ativo resiliente, atraindo fundos especializados como Hipgnosis e a própria Primary Wave, que disputam títulos valiosos e se consolidam como parceiros estratégicos na gestão de repertórios históricos e contemporâneos.


