Sarah Araújo, mãe de uma das crianças mortas pelo próprio pai, deixou o cemitério antes do término do sepultamento do filho nesta quinta-feira (12/02), em Itumbiara, no sul de Goiás. Segundo relatos, ela saiu precocemente devido a ameaças dirigidas a familiares e ao ambiente carregado de tensão durante a cerimônia de despedida no município.
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De acordo com veículos de imprensa locais, parentes e amigos que participavam do velório e enterro relataram episódios de intimidação — como palavras de ódio e gestos hostis — que teriam constrangido quem estava presente. Esses relatos teriam motivado a saída antecipada de Sarah Araújo, que chegara ao local já escoltada para reduzir possíveis riscos.
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Fontes próximas ao caso informam que a chegada de Sarah Araújo ao cemitério foi meticulosamente planejada pelas autoridades locais, com um esquema de segurança cujo objetivo era evitar contato com pessoas estranhas ao núcleo familiar. O carro funerário teria estacionado a poucos metros do jazigo, facilitando o deslocamento discreto. O cortejo começou por volta das 17h50, acompanhado por parentes e amigos, e o clima descrito por testemunhas era de forte apreensão.
O caso está sob investigação da Polícia Civil de Goiás, que apura não apenas as circunstâncias dos relatos de ameaça, mas também a responsabilidade pelo crime que vitimou as duas crianças. A corporação de polícia judiciária exerce o papel de reunir provas, ouvir testemunhas e encaminhar o inquérito ao Judiciário. Pessoas próximas à família afirmam que Sarah Araújo passou a sofrer ataques nas redes sociais após a repercussão do episódio, o que reforçou a necessidade de proteção.
A tragédia ocorreu na noite de quarta-feira (11/02), quando o então secretário de Governo de Itumbiara, Thales Naves Alves Machado, de 40 anos, atirou contra os dois filhos e, em seguida, cometeu suicídio. O filho mais velho, de 12 anos, morreu vítima dos disparos no local. O caçula, de 8 anos, foi atendido por equipes de resgate e levado a um hospital, onde foi submetido a cirurgia, mas não resistiu aos ferimentos. Equipes de segurança e saúde pública acompanharam todo o processo até a confirmação do óbito.
Nas redes sociais, circula uma publicação que teria sido feita no Instagram de Thales Naves Alves Machado, na qual ele insinua uma possível motivação para o crime e pede perdão aos pais, aos amigos e ao sogro, o prefeito Dione Araújo. “Dione, meu eterno respeito e admiração e desculpe pelo que fiz… sei que não tem perdão”, diz um trecho da mensagem, que tem sido analisada pela Polícia Civil de Goiás como parte das investigações em curso.


