A mais recente adaptação cinematográfica de ‘O Morro dos Ventos Uivantes’, romance de Emily Brontë, chegou aos cinemas envolta em debates que ultrapassam o fato de ser uma releitura de um clássico do século XIX. Desde a escolha de Margot Robbie para o elenco até os burburinhos gerados durante a campanha de divulgação, o filme tem sido alvo de conversas acaloradas. Diante dessas reações diversas, a atriz decidiu compartilhar como administra a expectativa em torno de produções desse porte, deixando claro qual é seu verdadeiro parâmetro de avaliação.
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Em entrevista à Vogue Australia, Margot Robbie explicou que, enquanto está no set, não busca antecipar o teor das resenhas de jornalistas ou veículos especializados. Para ela, o principal critério é sentir o impacto emocional que cada cena provoca em quem compra o ingresso e se senta na sala de projeção. Esse retorno subjetivo, conforme afirmou a atriz, é o indicativo definitivo para saber se sua régua de sucesso foi atingida.
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Nos últimos dias, o longa dirigido por Emerald Fennell enfrentou uma fase turbulenta junto à crítica. Publicações como The Guardian, Time, Los Angeles Times, The New York Times e The New Yorker trouxeram análises mais duras, questionando decisões de ritmo e direção. No agregador Rotten Tomatoes, a aprovação encontra-se em 59%, reflexo de opiniões divididas entre especialistas. Esse tipo de polarização é comum em revisitações de obras consagradas, que costumam gerar debates intensos sobre fidelidade ao texto original.
Margot Robbie também elogiou o trabalho de Emerald Fennell, destacando a capacidade da diretora de priorizar o que realmente prende a audiência. A artista, que interpretou a boneca Barbie sob a direção de Greta Gerwig, apontou que Fennell tem muitas ideias, mas não hesita em descartar cenas “bonitas no papel” quando elas não atendem ao ritmo e ao engajamento dos espectadores. Essa flexibilidade, segundo Robbie, é essencial para manter o público emocionalmente envolvido do início ao fim.
Apesar das resenhas controversas, o boca a boca impulsionou o longa, que desembarcou diretamente no topo das bilheterias domésticas nos Estados Unidos. Esse desempenho financeiro comprova a atratividade das adaptações de romances clássicos junto ao público de cinema. Margot Robbie, que também assina como produtora nas obras de Emerald Fennell, desempenha papel central na condução criativa e comercial desses projetos. O sucesso nas bilheterias reforça a estratégia de unir elenco de peso e material literário consagrado.
As polêmicas não se limitaram às críticas especializadas. A escolha de Jacob Elordi para viver Heathcliff – personagem descrito no livro com “pele escura” – suscitou discussões sobre representatividade e fidelidade ao texto de Brontë. Além disso, a química entre Margot Robbie e Jacob Elordi durante a turnê de divulgação alimentou ainda mais o burburinho em redes sociais e mídias de entretenimento. Essas controvérsias ilustram como adaptações de clássicos continuam gerando envolvimento ativo do público em cada fase da produção.


