Virginia Louise Giuffre ganhou notoriedade internacional após relatar ter sido vítima de tráfico s*xual comandado por Jeffrey Epstein e passou a atuar publicamente na defesa de sobreviventes, contribuindo para a exposição do caso e para o avanço de ações judiciais nos Estados Unidos.
Segundo informações sobre sua trajetória, Virginia teve uma adolescência marcada por episódios que a colocaram em situação de vulnerabilidade. Aos 13 anos, ela se envolveu com Ron Eppinger, que se apresentava como agente ligado à empresa Perfect 10 e posteriormente foi preso e condenado por contrabando de prostit*ição. Após o episódio, a jovem passou a viver com o pai.
Em 2000, Virginia começou a trabalhar em uma propriedade ligada a Donald Trump e, no ano seguinte, conheceu Ghislaine Maxwell. Conforme relatou, Maxwell lhe ofereceu um trabalho como massagista ao lado de Epstein, mas a proposta teria servido como porta de entrada para o esquema de exploração. Durante cerca de dois anos e meio, Virginia afirmou ter sido mantida em situações de abuso envolvendo Epstein e pessoas próximas a ele.
Posteriormente, durante uma viagem à Tailândia, conheceu o australiano Robert, com quem se casou e passou a viver na Austrália por aproximadamente cinco anos, período em que se distanciou das pessoas associadas ao caso.
As primeiras investigações formais envolvendo Epstein ganharam força em 2005, quando Virginia foi procurada por autoridades e relatou ter trabalhado para o financista, incluindo acusações de encontros com o príncipe Andrew. As declarações vieram a público anos depois, ampliando a repercussão internacional do caso. A realeza britânica sempre negou as acusações.
A partir de sua experiência, Virginia passou a atuar no apoio a outras vítimas e criou a organização Victims Refuse Silence, voltada à escuta e ao suporte de sobreviventes de exploração. Em paralelo, participou de processos judiciais que questionaram acordos firmados anteriormente com Epstein.
Decisões judiciais posteriores reconheceram violações aos direitos das vítimas em acordos anteriores e abriram caminho para novas investigações. Em julho de 2019, Epstein foi preso novamente e, no mês seguinte, morreu na prisão de Manhattan. Após sua morte, audiências públicas permitiram que diversas mulheres, incluindo Giuffre, apresentassem seus relatos.
O caso ganhou ampla visibilidade na mídia a partir de 2010, quando Virginia falou publicamente sobre sua história em reportagens e entrevistas a veículos internacionais, incluindo ABC News, Dateline NBC, 60Minutes Australia e BBC, consolidando sua atuação como uma das principais denunciantes do esquema.
Em abril do ano passado, Virginia faleceu aos 41 anos. Segundo comunicado divulgado pela família, ela cometeu suicídio.


