O entorno do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), indica que ele não aceitará uma delação premiada considerada incompleta no caso envolvendo o Banco Master e seu proprietário, Daniel Vorcaro. O banqueiro está detido e em negociação para possível acordo de colaboração.
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De acordo com informações divulgadas pelo diretor de Jornalismo da CNN em Brasília, Daniel Rittner, pessoas próximas ao ministro afirmam que Mendonça não concordaria com um acordo que preserve integrantes da Corte. “Ele não quer olhar para a própria biografia em 2050, quando estiver saindo do Supremo, e ter nas costas a preservação de colegas”, disse.
Vorcaro foi transferido de uma penitenciária para uma cela da Polícia Federal, movimento interpretado como avanço nas tratativas para um possível acordo de delação premiada. Há relatos de que estaria em negociação um modelo simultâneo com a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República (PGR).
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Segundo Rittner, o ministro também tem sinalizado preocupação com a condução do processo. Ele não deseja que a delação se torne um “show pirotécnico” nem assumir uma “aura de justiceiro”, mas defende a necessidade de “separar o joio do trigo” e evitar acordos parciais que possam comprometer a investigação.
A avaliação de pessoas próximas é de que Mendonça busca preservar a integridade do processo e não se submeter a pressões externas ao analisar o caso.



