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Julgamento do caso Henry Borel é adiado após defesa de Jairinho deixar plenário; Monique Medeiros tem prisão relaxada

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O julgamento sobre a morte do menino Henry Borel foi interrompido logo no primeiro dia, depois que a equipe de advogados de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, decidiu abandonar o plenário do Tribunal do Júri do Rio de Janeiro. Sem a presença da defesa, a juíza responsável pelo processo determinou o adiamento da sessão para o dia 22 de junho. Por conta da transmissão da Copa do Mundo no período escolhido, a data foi remarcada posteriormente para 25 de maio, conforme confirmado pelo advogado Rodrigo Faucz ao portal LeoDias. Na mesma decisão, a prisão de Monique Medeiros, também ré no processo e mãe do menino, foi relaxada.

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Antes da suspensão, a juíza Elizabeth Machado Louro iniciou os trabalhos às 10h35, realizando o sorteio do conselho de sentença, composto por seis mulheres e um homem, e procedendo com a leitura da denúncia apresentada pelo Ministério Público.

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Durante a audiência, os advogados de Jairinho solicitaram o adiamento do julgamento sob o argumento de que não tiveram acesso integral a provas consideradas essenciais para a defesa. O pedido foi negado pela magistrada, que entendeu não haver motivo para suspender a sessão.

Logo após, os cinco advogados presentes comunicaram que deixariam o plenário, o que impossibilitou a continuidade do júri, já que a legislação não permite o julgamento sem a presença da defesa do réu. Diante disso, Elizabeth dispensou os jurados e remarcou a retomada do processo.

A juíza criticou de forma contundente a atitude da equipe de defesa, classificando a saída como uma interrupção inadequada do andamento processual e desrespeito às normas estabelecidas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Segundo ela, tal conduta compromete princípios fundamentais do Tribunal do Júri e prejudica tanto os acusados quanto os familiares da vítima.

Na decisão, a magistrada afirmou ainda que a conduta dos advogados caracteriza abandono processual e pode ser considerada um ato atentatório à dignidade da Justiça. Como consequência, determinou que os defensores arquem com todos os custos relacionados à sessão interrompida, incluindo despesas com servidores, hospedagem e alimentação dos jurados e demais envolvidos.

Além disso, na sessão desta segunda-feira (23/3), a juíza decidiu conceder liberdade provisória a Monique Medeiros. A ré é acusada de omissão e passará a responder ao processo em liberdade. “Entendo que, diante de tal quadro processual, a custódia da ré, a partir de agora, se mostra manifestamente ilegal por excesso claramente despropositado de prazo na prisão, razão pela qual relaxo a prisão de Monique Medeiros”, declarou a magistrada.

Elizabeth também determinou o envio do caso à Ordem dos Advogados do Brasil, recomendando a análise de possíveis medidas disciplinares contra os profissionais que atuavam na defesa de Jairinho.

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