
Buffon se despede do cargo de chefe de delegação da Itália (Foto: Instagram)
Gianluigi Buffon anunciou nesta quinta-feira (2/4) que está deixando o posto de chefe de delegação da seleção italiana. O ex-goleiro tomou a decisão após a equipe não conseguir se classificar para a Copa do Mundo.
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“Apresentar minha demissão um minuto após o término do jogo contra a Bósnia foi um impulso inevitável, vindo do fundo do meu coração. Espontâneo como as lágrimas e essa dor que sei que compartilho com todos vocês”, expressou o ídolo da Juventus em suas redes sociais.
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A saída de Buffon ocorre após Gabriele Gravina ter renunciado ao cargo de presidente da Federação Italiana de Futebol (FIGC). Gianluigi estava na posição desde agosto de 2023, poucos dias após se aposentar dos campos.
Embora ainda não tenha sido confirmado oficialmente, há expectativas de que o técnico Gennaro Gattuso também deixe o comando da seleção italiana. Isso se deve à eliminação da Itália na repescagem para a Copa do Mundo, onde perdeu nos pênaltis para a Bósnia e Herzegovina. Com esse resultado, a Itália se tornou o primeiro país campeão mundial a ficar fora de três edições consecutivas do torneio.
CONFIRA TEXTO DE BUFFON NA ÍNTEGRA
Apresentar minha demissão um minuto após o fim da partida contra a Bósnia foi um impulso inevitável, que veio do fundo de mim — espontâneo como as lágrimas e essa dor no coração que sei que compartilho com todos vocês.
Pediram-me que aguardasse, para que todos pudessem fazer as reflexões necessárias.
Agora que o presidente Gabriele Gravina decidiu dar um passo atrás, sinto-me livre para fazer o que considero um ato de responsabilidade. Mesmo com a sincera convicção de que construímos muito em termos de espírito e de grupo, ao lado de Gennaro Gattuso e de toda a comissão técnica, no pouco tempo que a seleção teve, o principal objetivo era levar a Itália de volta à Copa do Mundo.
E não conseguimos.
É justo deixar para quem vier depois a liberdade de escolher a pessoa que considerar mais adequada para ocupar o meu cargo.
Representar a seleção nacional é, para mim, uma honra e uma paixão que me acompanha desde criança. Procurei exercer minha função dando o máximo de mim, olhando para todos os setores, sendo um elo de ligação, de diálogo e de integração entre as categorias de base, tentando estruturar, junto aos responsáveis, um projeto que parta dos mais jovens até chegar à seleção sub-21.
Tudo isso para repensar a forma como os talentos da futura seleção principal são formados.
Pedi e consegui a inclusão de algumas poucas, mas importantes, figuras com grande experiência, que, junto às competências já existentes, estão promovendo as mudanças necessárias com uma visão de médio e longo prazo.
Isso porque acredito na meritocracia e na especialização das funções.
Cabe a quem for responsável avaliar a qualidade dessas escolhas.
Guardo tudo no coração, com gratidão pelo privilégio e pelos ensinamentos que, mesmo em um desfecho doloroso, essa experiência intensa me deixa.
Forza Azzurri sempre.



