A estreia de Gabriel Bortoleto na Fórmula 1 garantiu os primeiros pontos da Audi na categoria, mas as etapas seguintes mostraram dificuldades operacionais e perda de posições durante as corridas. Diante desse cenário, o chefe de equipe, Mattia Binotto, afirmou que o projeto precisa de tempo para amadurecer e pediu paciência.
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Ao comentar sobre o momento da equipe, Binotto declarou: “Somos muito ambiciosos e gostaríamos de ver tudo resolvido em algumas corridas, mas nem sempre é assim.” Depois, completou: “Acho que precisamos entender exatamente onde estamos como equipe, quais são os planos. E seguir os planos, porque milagres não existem.”
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Na sequência de sua análise, Binotto reforçou a posição da equipe: “Não estamos aqui para fazer milagres. Não é o nosso perfil. Não conseguimos fazer isso.” O dirigente também destacou o foco estratégico: “Mas estamos aqui para ter planos adequados para enfrentar os problemas e evoluir no futuro. E acredito que isso é possível.”
A meta da Audi é disputar o título da Fórmula 1 até 2030. Segundo o chefe da equipe, o principal desafio está no desenvolvimento da própria unidade de potência, implementada na temporada de estreia da montadora na categoria.
Sobre esse ponto, Binotto explicou: “Os prazos de desenvolvimento dos motores são muito extensos.” Ele detalhou: “Avaliamos que a maior parte da diferença para as equipes de ponta está na unidade de potência.”
O dirigente acrescentou: “Já sabíamos que esse seria o maior desafio e temos um plano para recuperar o atraso, mas o desenvolvimento dos motores pode levar mais tempo.” E concluiu: “Não é à toa que colocamos 2030 como objetivo, pois sabemos que vai demorar.”
A equipe conta com apoio regulatório da Federação Internacional de Automobilismo, através do ADUO (Oportunidades Adicionais de Desenvolvimento e Atualização), mecanismo que oferece benefícios técnicos para equipes com desempenho abaixo das referências do grid. Atualmente, o parâmetro é a Mercedes.
Apesar do desempenho competitivo nos treinos classificatórios — com presenças constantes no Q3 —, a Audi enfrenta dificuldades recorrentes nas largadas. O próprio Binotto reconheceu o problema após uma das corridas da temporada: “Foi um começo ruim (no Japão).” Em seguida, afirmou: “E não é a primeira vez, então certamente não é nosso ponto forte.”
O chefe de equipe também ressaltou a complexidade da solução: “No momento, o motivo de isso ainda não ter sido resolvido é porque não é algo simples de corrigir.”
Ao falar sobre a prioridade interna, acrescentou: “Por outro lado, sabemos que essa é uma prioridade máxima para nós.” Porque, mais uma vez, tivemos uma boa classificação e não adianta largar bem se estamos perdendo todas as posições logo na largada.”
Entre os fatores técnicos analisados, o turbocompressor é apontado como uma das possíveis causas para a perda de desempenho no início das corridas. Em comparação com outras equipes, como a Ferrari, que apresenta maior eficiência nas largadas, a Audi ainda busca ajustes para diminuir a diferença diante das rivais como Haas e Alpine.



