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Após a grande repercussão e a indignação pública causadas pela aposentadoria concedida ao tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, a Polícia Militar do Estado de São Paulo decidiu se pronunciar. Em nota oficial enviada ao portal LeoDias, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) e a corporação afirmaram que a transferência do oficial para a reserva remunerada não servirá como proteção definitiva contra punições e não impede uma possível expulsão.
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No comunicado, a instituição destacou que a SSP já autorizou a abertura de um Conselho de Justificação contra o militar, considerado o procedimento disciplinar mais rigoroso para julgar a conduta de oficiais. A PM declarou que essa apuração interna “continua válida mesmo após a transferência do oficial para a reserva” e que o processo pode levar à demissão, além da perda definitiva do posto e patente de Geraldo.
Na prática, se ele for expulso pelo conselho, deixará de fazer parte do quadro da corporação e perderá o direito ao salário integral. A nota também trouxe atualizações sobre as investigações paralelas do assassinato da soldado Gisele Alves Santana.
De acordo com a corporação, o Inquérito Policial Militar (IPM) que investiga o caso já está em fase final e será enviado em breve ao Judiciário. A PM ressaltou que Geraldo segue preso preventivamente por decisão judicial, após pedido feito pela própria Corregedoria da Polícia Militar.
Lembrando que, na esfera criminal comum, o inquérito feito pela Polícia Civil já foi totalmente concluído e entregue à Justiça, confirmando a prisão que está em andamento. Por fim, a Polícia Militar encerrou o comunicado defendendo sua postura institucional diante do caso: “A Polícia Militar reafirma seu compromisso com a legalidade, a disciplina e a preservação dos valores que regem a atividade policial militar”.
Confira a nota completa:
“A Secretaria da Segurança Pública autorizou a instauração de um Conselho de Justificação em relação ao tenente-coronel Geraldo Neto, que pode resultar em demissão, perda do posto e da patente. A instrução continua a valer mesmo após a transferência do oficial para a reserva.
O inquérito policial militar que apura a morte da soldado Gisele Alves Santana está em fase final e será encaminhado ao Judiciário. O oficial permanece preso preventivamente por decisão judicial, após representação da Corregedoria da PM. Além disso, o inquérito da Polícia Civil já foi concluído e encaminhado à Justiça, com pedido de prisão, que também já foi cumprido.
A Polícia Militar reafirma seu compromisso com a legalidade, a disciplina e a preservação dos valores que regem a atividade policial militar”.



