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Suzane von Richthofen teria fechado acordo de R$ 1 milhão com Netflix para documentário

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A Netflix fez um grande investimento em um dos casos criminais mais impactantes do Brasil, movimentando valores expressivos nos bastidores. Segundo apuração da coluna, Suzane von Richthofen teria acertado um contrato de cerca de R$ 1 milhão para participar do documentário provisoriamente chamado “Suzane Vai Falar”.

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Esse projeto representa o segundo grande investimento da plataforma em produções de true crime brasileiras com acesso direto à principal personagem — uma estratégia que já demonstrou bons resultados. Anteriormente, a empresa apostou em Elize Matsunaga, que também contou sua versão em um documentário.

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Oficialmente, não houve pagamento de cachê. Entretanto, nos bastidores, o acordo envolveu uma negociação que incluiu a cessão dos direitos de imagem para outras produções.

Esse pacote abriu caminho para um filme baseado em sua trajetória, que terá Lorena Comparato como protagonista. Fontes afirmam que o valor total desse acordo também gira em torno de R$ 1 milhão, embora a Netflix nunca confirme publicamente esse tipo de negociação como pagamento direto.

No caso de Suzane, existe ainda um fator que torna tudo mais simbólico e polêmico. Não é a primeira vez que ela recebe para falar sobre o crime que chocou o país e que, agora, está prestes a completar vinte anos.

Alguns anos atrás, quando ainda estava presa em Tremembé, Suzane deu uma entrevista exclusiva para Gugu Liberato. Nos bastidores, estima-se que o valor do acordo tenha sido de aproximadamente R$ 100 mil, além de benefícios como máquinas de costura, que teriam sido oferecidas para que ela pudesse montar um ateliê ao sair da prisão.

Ou seja, ao aceitar participar do novo documentário, Suzane repete um movimento raro — e bastante delicado — de transformar sua própria história criminal em fonte de negociação. O que muda, agora, é o valor envolvido.

Há ainda um ponto relevante para entender esse mercado: nem Suzane, nem Elize receberam qualquer quantia pela série “Tremembé”, lançada pelo Prime Video. Neste caso, por se tratar de uma obra baseada em fatos já conhecidos, não houve negociação direta com as pessoas retratadas.

Esse contraste evidencia dois caminhos diferentes no universo do true crime: de um lado, produções que remuneram pelo acesso direto aos envolvidos; de outro, aquelas que utilizam apenas registros oficiais e reconstituições. E, como apurou a coluna, quando há acesso direto — ele continua tendo preço. E está cada vez mais alto.

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