O Ministério da Saúde anunciou nesta quinta-feira (21/5) uma nova abordagem para o rastreamento do câncer colorretal no Sistema Único de Saúde (SUS). Com o novo protocolo, o principal exame para pessoas assintomáticas, com idades entre 50 e 75 anos, passa a ser o Teste Imunoquímico Fecal (FIT). A meta é alcançar mais de 40 milhões de brasileiros em todo o território nacional.
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O FIT consegue identificar a presença de sangue oculto nas fezes, um sinal que pode indicar câncer de intestino, além de pólipos e alterações pré-cancerosas. O objetivo é encontrar possíveis problemas ainda no início, antes mesmo de surgirem sintomas.
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De acordo com o Ministério da Saúde, a mudança tem o intuito de facilitar o acesso ao rastreamento preventivo, pois o exame é considerado menos invasivo do que a colonoscopia. Outro aspecto destacado é a praticidade: o procedimento não exige preparo intestinal ou restrições alimentares antes da coleta, o que pode incentivar uma maior adesão da população.
Se o resultado do FIT indicar alterações, o paciente será encaminhado para realizar uma colonoscopia. Esse exame permite examinar o interior do intestino e confirmar a presença, ou não, de tumores e lesões.
O Ministério reforça que detectar precocemente o câncer colorretal amplia consideravelmente as chances de sucesso no tratamento e de cura. Isso se deve ao fato de que a doença costuma evoluir de forma silenciosa nas fases iniciais.
Entre os sintomas que devem ser observados estão sangue nas fezes, alterações persistentes no funcionamento do intestino, dores abdominais, perda de peso sem motivo aparente e anemia. Pessoas que apresentarem esses sinais também precisam buscar avaliação médica e realizar exames.
Os fatores de risco para o desenvolvimento da doença incluem envelhecimento, obesidade, sedentarismo, tabagismo, consumo excessivo de álcool, alimentação inadequada e histórico familiar de câncer colorretal.
Com a adoção do novo protocolo, o governo também pretende expandir as ações de prevenção no SUS e reduzir as taxas de mortalidade associadas ao câncer colorretal, um dos tipos de câncer com maiores chances de cura quando diagnosticado precocemente.



