A recente prisão da influenciadora e advogada Deolane Bezerra pode acarretar consequências ainda mais sérias do que as investigações que ela enfrentou em 2024. Segundo especialistas consultados pelo portal LeoDias, o caso agora apresenta aspectos mais delicados, pois envolve supostas ligações com membros da liderança do Primeiro Comando da Capital (PCC), incluindo Marco Herbas Camacho, conhecido como Marcola.
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De acordo com o advogado criminalista Dr. Gil Ortuzal, a situação legal de Deolane é vista como mais preocupante justamente pelo contexto em que a investigação foi desenvolvida.
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“Diferentemente da prisão em 2024, quando ela foi acusada de lavagem de dinheiro relacionada a jogos ilegais e apostas esportivas, agora ela está envolvida em uma investigação que trata de organização criminosa e lavagem de dinheiro junto com integrantes da maior facção criminosa do Brasil”, afirmou em entrevista ao portal LeoDias.
Segundo o criminalista, a repercussão deste caso vai além do campo judicial e pode transformar Deolane Bezerra em um símbolo do endurecimento das políticas públicas contra o crime organizado.
“Por ser uma figura pública e conhecida como ‘advogada do PCC’, Deolane pode enfrentar consequências ainda mais duras do ponto de vista social, financeiro e jurídico. Se for comprovado que ela ultrapassou os limites da advocacia e passou a colaborar diretamente com práticas ilícitas, ela deixa de ser vista apenas como defensora e passa a ser tratada como participante ou coautora da organização criminosa”, explicou.
A operação que resultou na prisão preventiva da influenciadora apura supostos crimes de lavagem de dinheiro e participação em organização criminosa. Conforme a legislação brasileira, a prisão preventiva não tem prazo definido e pode ser mantida até a decisão final do processo.
Ainda segundo Gil Ortuzal, caso ocorra condenação, as penas podem ser aumentadas devido à chamada Lei Anti Facção (Lei 15.358/2026), criada para endurecer punições contra organizações criminosas consideradas de alta periculosidade.
Conforme o advogado, a lei prevê penas superiores a 20 anos de prisão, além da possibilidade de perda de bens identificados como provenientes de atividades ilícitas. Em casos de liderança ou papel relevante em facções criminosas, as penas podem chegar a 40 anos de reclusão.
Além do risco de condenação criminal, Deolane Bezerra também está sujeita a bloqueios de bens milionários determinados pela Justiça durante a operação.
Por outro lado, a advogada Dra. Giulia Pansarini Maganhato avalia que a defesa ainda pode buscar alternativas jurídicas para tentar reverter a prisão preventiva.
Segundo ela, o Judiciário pode analisar um eventual pedido de habeas corpus ou até conceder prisão domiciliar, considerando que Deolane é mãe de uma criança de 9 anos.
“A legislação prevê casos em que mulheres com filhos menores podem cumprir prisão domiciliar, desde que preencham determinados requisitos legais”, explicou a advogada.



