A morte do fisiculturista e influenciador Gabriel Ganley, de 22 anos, teve novos desdobramentos após a divulgação do atestado de óbito do jovem, que foi encontrado sem vida no último sábado (23/5), no apartamento onde morava, na Mooca, Zona Leste de São Paulo. O documento apontou a condição de saúde que teria levado à morte repentina do atleta. As informações são do g1.
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De acordo com o registro, Gabriel faleceu em decorrência de cardiomiopatia hipertrófica, uma doença cardíaca caracterizada pelo espessamento anormal do músculo do coração. Essa condição prejudica o funcionamento do órgão, dificultando tanto o relaxamento quanto o bombeamento do sangue pelo corpo.
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Especialistas explicam que essa doença normalmente está ligada a fatores genéticos e hereditários. O quadro pode ser agravado pelo uso de anabolizantes, embora não haja confirmação de que Gabriel utilizasse esse tipo de substância.
Mesmo com a informação registrada no atestado de óbito, a investigação da polícia segue em andamento. Em nota, a Secretaria da Segurança Pública afirmou que aguarda os laudos complementares do Instituto Médico Legal (IML) para concluir a apuração do caso.
A família de Gabriel comunicou que o corpo será cremado nesta segunda-feira (25/5). A cerimônia de despedida será restrita, apenas para familiares próximos.
O influenciador foi encontrado sem vida por um amigo dentro do apartamento onde residia, após familiares e pessoas próximas passarem dias sem conseguir contato com ele.
Segundo informações do boletim de ocorrência obtido pela TV Globo, o amigo decidiu ir até o imóvel após ser procurado pela família, que estava preocupada com o sumiço de Gabriel desde a noite de quinta-feira (21/5). Sem resposta às mensagens e ligações, ele optou por verificar pessoalmente a situação.
Ao chegar ao condomínio, funcionários informaram que Gabriel estava no apartamento. Como as luzes permaneciam acesas e ninguém atendia à porta, o amigo entrou no local após arrombar a entrada com a ajuda de funcionários do prédio.
Gabriel foi encontrado na cozinha, já sem sinais vitais e caído de bruços. O boletim relata que ele apresentava o rosto avermelhado e havia sangue no local, mas não foram encontrados indícios aparentes de agressão ou violência.
A Polícia Militar foi acionada pelo próprio amigo, por meio do telefone 190. O caso foi registrado no 42º Distrito Policial, no Parque São Lucas, inicialmente como morte suspeita sem causa aparente.
Durante a perícia, diversos medicamentos foram recolhidos no apartamento. Conforme o registro policial, os produtos poderiam ser anabolizantes. O boletim também aponta que o imóvel estava organizado e não apresentava sinais de luta corporal ou invasão.
Em depoimento, o amigo que encontrou o corpo relatou que conhecia Gabriel há cerca de quatro anos e que ambos trabalhavam juntos. Ele disse ainda que o último encontro entre eles foi na noite de quinta-feira, durante uma breve conversa em uma academia na Mooca.
A mãe do fisiculturista, a empresária Clarisse Ganley Christophe, que mora no Rio de Janeiro, também prestou depoimento à polícia. Ela contou que falou com o filho pela última vez na noite de quinta-feira e que, na ocasião, ele não relatou nenhum mal-estar ou problema de saúde. Segundo Clarisse, Gabriel não tinha histórico de doenças cardíacas. Após receber a notícia da morte, ela viajou para São Paulo.



