A Polícia Civil de Belo Horizonte (MG) está apurando um caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, ocorrido na última sexta-feira (12/6), em Contagem. Quatro adolescentes são suspeitos do crime e seriam amigos da vítima. O inquérito corre em sigilo de Justiça, já que todos os envolvidos são menores de idade.
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Segundo o boletim da Polícia Militar, a jovem estava sozinha em casa e recebeu oito convidados: duas meninas e seis meninos. Durante a noite, todos consumiram bebidas alcoólicas, e a vítima afirma ter perdido a consciência após ingerir uma bebida, suspeitando que foi dopada.
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A adolescente contou que acordou sem roupas, com lapsos de memória, e foi informada na manhã seguinte pelo seu melhor amigo de que ele e outros três adolescentes haviam abusado sexualmente dela. Todos deixaram a casa antes que ela despertasse. Nas mensagens trocadas, o rapaz disse estar sob efeito de álcool, mas reconhecia a gravidade do ocorrido e se mostrou disposto a conversar. A jovem respondeu dizendo que denunciaria os quatro adolescentes.
Em entrevista à CBN, a mãe da vítima, Elizângela Souza Oliveira, contou que só soube do caso 24 horas depois e que familiares de dois dos suspeitos procuraram a adolescente para tentar intimidá-la. Um dos menores retornou à casa da vítima e tentou convencê-la a não denunciar: “Ele dizia para ela que um dos envolvidos tinha parentes perigosos e que, se ela falasse qualquer coisa, tanto eu quanto ela correríamos risco. Ela, com medo, não me contou nada”, relatou Elizângela.
Após registrar a ocorrência, a adolescente foi levada ao hospital, onde familiares de dois dos envolvidos tentaram pedir para que a denúncia fosse retirada: “No domingo, pela manhã, a mãe desse melhor amigo dela e a de outro suspeito, além da tia e do padrasto, foram ao hospital contra a minha vontade e a do pai dela, sem se importar com o que aconteceu. Eles a cercaram para conversar, perguntando o que tinha ocorrido. Certamente, o objetivo era coagir, porque o suposto melhor amigo dela tem viagem marcada para fora do Brasil, e qualquer coisa que fizesse dentro da lei impediria essa viagem”, contou.
A mãe também afirmou que as famílias dos quatro adolescentes estão promovendo uma campanha de difamação contra a vítima. O caso segue sob investigação.


