
Empresário Guillermo Tofoni em reunião com agentes do FBI sobre as supostas irregularidades financeiras da AFA (Foto: Instagram)
A Associação de Futebol Argentino (AFA) é alvo de uma investigação do FBI durante a Copa do Mundo devido a suspeitas de fraude e lavagem de dinheiro. A agência americana já ouviu testemunhas com informações diretas sobre possíveis irregularidades na gestão de Claudio Tapia e Pablo Toviggino na entidade.
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O FBI se encontrou com o empresário Guillermo Tofoni para examinar se transações associadas à AFA podem configurar crimes como lavagem de dinheiro ou fraude através do sistema bancário dos Estados Unidos. A informação foi divulgada pelo jornal argentino La Nación.
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Contudo, ao ser procurado pelo jornal argentino, Tofoni preferiu não confirmar nem negar o encontro com o FBI.
Informações preliminares indicam que a federação movimentou centenas de milhões de dólares através do sistema financeiro dos EUA. A investigação busca entender se parte dessas transações resultou em crimes sob a jurisdição americana. O foco é descobrir como a AFA, com sede na Argentina, operava nos EUA.
A TourProdEnter LLC, empresa do produtor teatral Javier Faroni, que gerenciava contratos comerciais da AFA no exterior, também está sob investigação.
O Departamento de Justiça dos EUA considera convocar ex-funcionários do governo de Javier Milei com acesso a informações confidenciais sobre a AFA para depor.
Os procuradores federais Patrick Gushue, Christopher Ting e Michael Berger lideram a investigação. Eles estão focados nas atividades da TourProdEnter LLC, que assumiu o papel de agente de cobrança dos contratos da AFA.
A TourProdEnter LLC geriu pelo menos US$ 260 milhões (R$ 1,342 bilhão) em receitas da AFA. O inquérito busca entender o fluxo de fundos geridos por Faroni e sua esposa, Erica Gillette, através do sistema financeiro dos EUA.
No entanto, apenas uma parte desses recursos pode ser diretamente relacionada a despesas operacionais identificáveis da organização liderada por Tapia. Aproximadamente US$ 57 milhões (R$ 294 milhões) foram distribuídos entre várias empresas e beneficiários sem justificativa econômica clara na documentação analisada pelo La Nación.


