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Presidente do Comitê Disciplinar da FIFA revoga suspensão de Balogun sozinho

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Balogun lamenta derrota após polêmica liberação do cartão vermelho (Foto: Instagram)

A polêmica em torno da revogação do cartão vermelho dado a Folarin Balogun, dos Estados Unidos, ganhou um novo capítulo. De acordo com o jornal americano The Times, a decisão de liberar o jogador para a partida contra a Bélgica, nas oitavas de final da Copa do Mundo, foi tomada exclusivamente por Mohammad Al Kamali, presidente do Comitê Disciplinar da FIFA.

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Balogun foi expulso pelo árbitro brasileiro Raphael Claus aos 19 minutos do segundo tempo, na vitória por 2 x 0 sobre a Bósnia e Herzegovina. A entrada dura no tornozelo de Tarik Muhamerovic resultou na suspensão automática, que deveria ser cumprida contra a Bélgica. Contudo, a FIFA anulou os efeitos do cartão vermelho, permitindo que Balogun jogasse contra os belgas.

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Ainda segundo o jornal, Al Kamali não consultou outros membros do comitê antes de tomar sua decisão. Apesar de a FIFA permitir que um único membro julgue processos, não é usual que casos de grande repercussão não sejam analisados por mais integrantes.

Gianni Infantino, presidente da FIFA, afirmou anteriormente que os órgãos judiciais, como o Comitê Disciplinar, operam de forma independente da entidade maior do futebol. “Eles atuam de maneira autônoma, aplicam o Código Disciplinar da FIFA e decidem os casos com base nas regulamentações aplicáveis e nos fatos específicos. Sua independência é crucial para a credibilidade e a integridade do futebol, e isso deve ser sempre respeitado”, declarou Infantino em comunicado oficial.

Folarin Balogun foi expulso na vitória dos Estados Unidos por 2 x 0 sobre a Bósnia, na fase de 16 avos da Copa do Mundo. A suspensão automática, devido à entrada dura em um adversário, deveria ter sido cumprida no jogo contra a Bélgica, nas oitavas de final. No entanto, a FIFA revogou os efeitos do cartão vermelho e o atleta participou do confronto contra os belgas.

Segundo a FIFA, conforme o Artigo 27 do Código Disciplinar, a execução da suspensão automática de uma partida de Balogun fica suspensa por um período probatório de um ano. A decisão foi anunciada no último domingo (5/7), após um telefonema de Donald Trump a Gianni Infantino, presidente da FIFA. Na ocasião, Trump solicitou a suspensão do cartão vermelho do atacante.

A Bélgica recorreu da decisão que suspendeu o cartão vermelho de Folarin Balogun. No entanto, a FIFA rejeitou o recurso da federação antes do início da partida entre belgas e americanos.

O suposto envolvimento do governo dos Estados Unidos no caso teve repercussão negativa em outros âmbitos. Glenn Micaleff, comissário da União Europeia para o Esporte, criticou o episódio. Em publicação na rede social X, Micallef declarou que decisões esportivas na Copa do Mundo não devem sofrer interferências de líderes políticos.

Dentro de campo, Balogun não conseguiu fazer a diferença devido à boa marcação da Bélgica. Os Diabos Vermelhos venceram o duelo por 4 x 1, avançaram para as quartas de final da Copa do Mundo e eliminaram os Estados Unidos.

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