Alerta de gatilho: O conteúdo a seguir relata casos de violência contra a mulher e violência sexual. Caso você seja vítima ou testemunha desse tipo de crime, busque ajuda. Denúncias podem ser feitas pelo Ligue 180, canal gratuito e sigiloso de orientação e acolhimento, ou pelo 190 em situações de emergência. Também é possível procurar atendimento em uma Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) ou nos serviços de assistência social e de saúde do seu município.
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Thiago Brennand voltou a ser destaque após ser condenado pela Justiça de São Paulo a mais de 31 anos de prisão por crimes cometidos contra uma ex-companheira. A sentença foi dada nesta segunda-feira (13/7) pela 1ª Vara de Porto Feliz. Além da pena, o empresário foi condenado a pagar R$ 100 mil por danos morais à vítima. Um dos pontos de maior destaque na decisão menciona o relato da mulher, que disse ter sido forçada a tatuar as iniciais do nome dele em seu corpo. Ainda cabe recurso à decisão.
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O processo teve início após denúncias feitas pela ex-companheira, que ganharam repercussão nacional em 2022. Em entrevista ao programa “Fantástico” (TV Globo), ela relatou ter sofrido agressões físicas, afirmou que um vídeo íntimo foi divulgado sem sua autorização e contou ter sido obrigada a fazer uma tatuagem com as iniciais do empresário. Após a exibição da reportagem e um pedido do Ministério Público, o caso voltou a ser investigado, o que deu origem à ação penal que levou à condenação.
Durante o andamento do processo, foram ouvidos a vítima, dezenas de testemunhas e os acusados. Com base nas provas apresentadas, o juiz condenou Brennand por crimes como estupro, lesão corporal, coação no curso do processo, registro não autorizado de ato sexual íntimo, constrangimento ilegal e divulgação de cena de estupro. A decisão também destacou o depoimento da ex-companheira sobre o caso da tatuagem. Segundo ela, um tatuador já a esperava em uma propriedade do empresário e, mesmo após se recusar, acabou fazendo o procedimento por estar intimidada e com medo das consequências.
Embora tenha sido condenado por parte das acusações, Thiago Brennand também foi absolvido de alguns pontos da denúncia, incluindo certos episódios de ameaça, cárcere privado, tortura e outros fatos analisados no processo. O corréu Tony Gomes da Silva também foi absolvido. Na mesma decisão, o juiz manteve a prisão preventiva do empresário e determinou a expedição da guia para cumprimento provisório da pena, mesmo com possibilidade de recurso. O valor de R$ 100 mil fixado como indenização pela Justiça deverá ser destinado à vítima, como forma de reparação pelos danos reconhecidos na sentença.


