
Presidente da FIFA em meio às discussões sobre a Fifa Forward Enterprise (Foto: Instagram)
A Confederação Asiática de Futebol (AFC) se juntou à UEFA e à Concacaf no protesto contra a proposta da FIFA de criar a Fifa Forward Enterprise. Essa iniciativa visa estabelecer uma empresa separada que teria controle majoritário sobre as finanças e operações comerciais do futebol, transferindo esse controle a investidores privados.
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Gianni Infantino, presidente da FIFA, destacou que a venda de ações permitiria aumentar o repasse para cada federação filiada de US$ 8 milhões (R$ 40,7 milhões) para US$ 20 milhões (R$ 101,7 milhões). A expectativa é arrecadar US$ 4,2 bilhões (R$ 21,35 bilhões) com o projeto.
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A AFC expressou preocupações com a proposta de Infantino. Segundo a entidade, o fato de duas confederações da FIFA terem estabelecido um boicote deve levantar questionamentos entre todos os que se preocupam com o futuro do esporte.
“A questão vai além da FFE, expondo fragilidades nos processos de consulta e decisão da FIFA que precisam ser abordadas”, afirmou a AFC.
A nota completa da AFC destaca sua solidariedade com a UEFA e a Concacaf, expressando sérias preocupações com a introdução de investimento privado nas principais competições da FIFA e o processo de decisão em torno da FFE. A possibilidade de um boicote à Copa do Mundo deve preocupar todos os que zelam pelo futuro do futebol. A AFC acredita que a proposta da FFE não pode alcançar o consenso necessário para avançar, pois a Copa do Mundo deriva sua força da participação global.
A AFC também frisou que a questão vai além de uma única proposta, expondo falhas nos processos de consulta e decisão da FIFA. Apesar do esclarecimento da FIFA, preocupações com governança e processos institucionais permanecem.
A AFC acredita que este momento deve catalisar a reforma institucional. Todas as Federações Membros da FIFA devem ter a oportunidade de analisar e decidir sobre propostas que afetem o futuro do futebol mundial, com governança transparente e participação genuína em todo o processo de decisão.
Nesse sentido, a AFC solicita que a FIFA revise urgentemente sua estrutura de governança para garantir que propostas globais sejam elaboradas com consultas adequadas e supervisão apropriada.
A Copa do Mundo e o futebol pertencem a toda a comunidade global, e seu futuro deve ser moldado coletivamente, refletindo as vozes de todas as Confederações e Associações Membros.


