
Maurício acerta cotovelada em Cacá dentro da área (Foto: Instagram)
O Palmeiras se pronunciou neste sábado (1º/8) contra a denúncia feita pela Procuradoria do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) contra o meio-campista Maurício. Em um comunicado oficial, o clube considerou a decisão como uma "afronta" à instituição e à autoridade da arbitragem no Brasil.
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O jogador foi denunciado após uma jogada na última rodada do Campeonato Brasileiro e pode enfrentar uma suspensão de uma a seis partidas, caso seja condenado pelo tribunal.
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A Sociedade Esportiva Palmeiras recebeu com grande surpresa a denúncia feita pela Procuradoria do STJD contra o atleta Maurício. Trata-se de uma ação que desafia não apenas a nossa instituição, mas também a autoridade da arbitragem brasileira. O árbitro e a equipe do VAR revisaram a disputa entre o meia do Palmeiras e o zagueiro Cacá, do Vitória, e decidiram que o cartão amarelo era suficiente.
Se todas as interpretações técnicas da arbitragem forem substituídas, dias depois, pela opinião pessoal de um procurador, qual é o propósito do árbitro e do VAR?
A denúncia é também incompreensível porque a falta que a motivou não gerou consenso. Pelo contrário, dividiu especialistas em arbitragem, ex-jogadores e jornalistas.
Mais preocupante ainda é a falta de critérios demonstrada pelo Tribunal. Na mesma rodada do Brasileirão, os jogadores Pulgar e Raniele cometeram infrações semelhantes à que resultou na denúncia contra o jogador do Palmeiras.
Diferentemente do que ocorreu com Maurício, no entanto, o STJD respeitou as decisões da arbitragem nos casos dos jogadores do Flamengo e Corinthians. Isso nos leva à inevitável questão: por que apenas Maurício será julgado?
Não há justiça quando infrações iguais recebem tratamentos diferentes. A atuação da Procuradoria dá a impressão de que certos episódios merecem atenção especial, enquanto outros podem ser ignorados.
Se nosso camisa 18 foi denunciado por uma falta passível de cartão amarelo, por que os outros incidentes passaram despercebidos pelo órgão?
Não é a primeira vez que somos obrigados a questionar o STJD. A desproporcional punição imposta a Abel Ferreira e as recentes suspensões aplicadas aos atletas Allan e Paulinho — agora somadas à denúncia contra Maurício — reforçam a percepção de que faltam equilíbrio e isonomia nas decisões do Tribunal envolvendo nosso clube.
O Palmeiras sempre respeitou as instituições, mas exige respeito. Não aceitaremos calados que limites institucionais sejam ultrapassados e que medidas inadequadas prejudiquem o trabalho de excelência desenvolvido por nossos profissionais.
O incidente mencionado ocorreu na última quarta-feira (29/7), quando o Palmeiras venceu o Vitória por 4 x 0, no Barradão, pelo Brasileirão. Maurício, autor de um dos gols do time, acertou o zagueiro Cacá com o cotovelo.
Na visão do time adversário, o lance merecia cartão vermelho. Mesmo assim, o árbitro optou por dar apenas um cartão amarelo ao paraguaio. Poucos minutos depois, o jogador abriu o placar do jogo.
Após o confronto, o presidente do Vitória, Fábio Mota, revelou que o jogador da equipe precisou levar cinco pontos no queixo devido à cotovelada sofrida. Mesmo assim, na análise do técnico Abel Ferreira, do Palmeiras, o árbitro agiu corretamente ao aplicar a regra.
Maurício agora aguarda o julgamento no STJD. Caso seja condenado, o meia poderá desfalcar o Palmeiras por até seis partidas do Campeonato Brasileiro, conforme prevê o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD).


