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Urgente! Careca do INSS pagou R$ 25 milhões a filho de Lula, diz ex-diretor à PF

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O ex-diretor comercial da World Cannabis Edson Claro Medeiros Júnior afirmou à Polícia Federal que Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, teria destinado R$ 25 milhões a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo reportagem publicada pela VEJA em 8 de agosto de 2026, Medeiros relatou às autoridades que ouviu de Antunes que o pagamento estaria relacionado à atuação de Lulinha na viabilização de um contrato de R$ 1 bilhão no Ministério da Saúde para a venda de testes rápidos de dengue e zika.

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Medeiros também afirmou que prestou mais de 70 horas de depoimentos à Polícia Federal. Segundo o Metrópoles, o material entregue às autoridades inclui mais de mil páginas de documentos, além de áudios e conversas de WhatsApp. A VEJA, em entrevista mais recente com o ex-executivo, informou que ele contabilizou cerca de 80 horas de depoimentos.

Em declaração à VEJA, Medeiros afirmou que relatou aos investigadores o que teria ouvido de Antunes sobre o suposto pagamento. “A primeira coisa que falei é que muita gente grande estava envolvida”, disse. Em seguida, segundo a revista, mencionou a suposta comissão de R$ 25 milhões e citou também o senador Weverton Rocha.

De acordo com o relato apresentado pelo ex-diretor, o valor seria uma espécie de comissão pela atuação de Lulinha em um negócio que envolveria o Ministério da Saúde. A informação também foi registrada pela Folha de S.Paulo, que, em dezembro de 2025, informou que Medeiros havia relatado à PF um suposto pagamento de R$ 25 milhões a Lulinha. A publicação ressaltou, porém, que naquele momento não estava esclarecido sequer em qual moeda seria o valor mencionado.

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Além do pagamento de R$ 25 milhões, Medeiros relatou uma suposta mesada de R$ 300 mil destinada a Lulinha. O Metrópoles informou, em dezembro de 2025, que o ex-funcionário de Antunes havia narrado à PF o pagamento mensal e que parte do material entregue à polícia incluía conversas relacionadas ao caso.

A VEJA informou ainda que, segundo Medeiros, os R$ 300 mil seriam pagos pela lobista Roberta Luchsinger e pela publicitária Danielle Fonteles, que vive em Portugal. A reportagem afirma que o depoimento do ex-executivo teria ajudado a PF a mapear a distribuição dos valores investigados.

Outro ponto relatado por Medeiros envolve viagens internacionais. Segundo o ex-diretor, Lulinha teria viajado com Antunes para Portugal, Alemanha, Suíça e Espanha em compromissos relacionados a outros negócios. A viagem a Portugal também foi mencionada pelo Metrópoles, que informou ter localizado registros de que Lulinha e Antunes viajaram no mesmo avião e na primeira classe.

As declarações de Medeiros passaram a integrar as investigações sobre as relações de Antunes e seus negócios. Em outubro de 2025, a CPMI do INSS apresentou requerimento para convocar o ex-colaborador do empresário. O documento oficial do Senado cita, entre as justificativas, o boletim de ocorrência registrado por Medeiros e o relato de que ele teria sido ameaçado de morte.

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