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Grave! Mulher morta pelo marido foi enterrada viva

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O laudo da Polícia Científica apontou que Monique Oliveira Fernandes ainda respirava quando foi enterrada pelo marido dentro do quarto da residência do casal, em São José do Calçado, no Sul do Espírito Santo. A perícia identificou terra no pulmão e na traqueia da vítima, além de uma substância esbranquiçada misturada ao material, que pode ser cal.

Monique estava desaparecida desde 7 de julho e seu corpo foi encontrado no imóvel no dia 24 do mesmo mês. O marido, Mário Almeida Pinto, de 46 anos, confessou o crime depois de procurar a polícia acompanhado de um advogado.

Segundo o delegado Messias Sirtuli, a presença de terra nas vias respiratórias indica que Monique aspirou o material enquanto estava enterrada. A perícia, no entanto, não conseguiu determinar se ela estava consciente naquele momento. “O que não se pode confirmar é se ela estava consciente ou não nesse momento. Não tem como precisar isso. Mas eu acredito que, se ela estivesse consciente, teria buscado sair da cova”, disse o delegado.

Monique foi enterrada depois que Mário retirou a cerâmica do quarto, abriu uma cova e colocou o corpo no local. Em seguida, ele refez o piso para esconder o que havia acontecido.

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A polícia chegou até o corpo após descobrir que Mário realizava uma obra na residência mesmo enquanto a esposa estava desaparecida. Inicialmente, ele teria afirmado que Monique havia viajado para Rio das Ostras.

Durante o depoimento, Mário alegou legítima defesa. Segundo o relato apresentado pelo delegado, ele afirmou que o casal discutiu e que Monique teria avançado contra ele com uma faca. O homem disse ter usado um banco de madeira para golpeá-la na cabeça. Ainda segundo sua versão, ela teria voltado a atacá-lo e recebido um segundo golpe, depois do qual teria caído desacordada.

A polícia informou que não foram identificadas lesões de defesa no corpo. De acordo com o delegado, a ausência pode estar relacionada ao avançado estado de decomposição, já que Monique foi localizada 24 dias após a morte.

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Embora tenha confessado o assassinato, Mário foi autuado em flagrante apenas por ocultação de cadáver. Segundo a polícia, o homicídio teria ocorrido dias antes de sua apresentação espontânea à delegacia, não se enquadrando nas hipóteses legais de flagrante.

Monique era natural de Carangola, em Minas Gerais. O corpo foi encaminhado para a Seção Regional de Medicina Legal de Cachoeiro de Itapemirim.

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