
Rosi Campos apresentou sua própria visão sobre os mistérios envolvendo Diná em “Quem Ama Cuida”. Durante um encontro com jornalistas nos Estúdios Globo, na tarde desta quinta-feira (3), a atriz negou a possibilidade de sua personagem ser responsável pelo assassinato de Arthur (Antonio Fagundes). Ela também não acredita que a governanta tenha matado Francesca (Nathalia Dill), mas sugeriu uma hipótese que pode colocar Diná em uma situação complicada.
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“Não acho que ela tenha matado o Arthur. Acho muito improvável. Ela tinha uma paixão platônica por ele”, declarou a atriz. Desde o início da novela, Diná gera desconfiança justamente pela devoção ao patrão e pelos segredos que ainda esconde. Para Rosi, no entanto, o sentimento que a governanta nutria por Arthur torna improvável que ela seja a responsável por sua morte.
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Quando o assunto é Francesca, porém, Rosi considera uma possibilidade diferente. Ela não acredita que Diná tenha causado diretamente a morte da personagem de Nathalia Dill, mas vê chance de a governanta ter alguma responsabilidade pelo desfecho trágico.
“Matado, não. Ela pode ter dificultado um salvamento, mas matado, não”, afirmou.
A fala chama atenção diante dos mistérios que ainda cercam o passado de Diná e sua ligação com os Brandão. Parte dessa trajetória, inclusive, foi criada pela própria Rosi para compor a personagem. Como a novela não revelou todas as respostas sobre a história da governanta, a atriz inventou referências próprias para entender de onde aquela mulher veio e como teria iniciado sua relação com Arthur.
Rosi contou que imaginou, por exemplo, que Diná poderia ter morado no interior e que Arthur a teria conhecido por lá. A atriz buscou preencher essas lacunas com uma espécie de memória particular para a personagem, criando acontecimentos que talvez não sejam mostrados ou confirmados na novela, mas que ajudam a justificar seu comportamento.
A preparação também envolveu o corpo e a postura de Diná. Rosi revelou que chegou a fazer aula com um mordomo para encontrar a maneira adequada da governanta se portar. Para ela, cada uma dessas escolhas serve para construir uma história anterior à que o público vê na tela.
É justamente nesse passado ainda pouco claro que podem estar algumas respostas sobre Diná. Sua relação com Arthur ia além de uma simples funcionária, e a governanta demonstra conhecer profundamente a família e seus segredos.
Por isso, a hipótese levantada por Rosi sobre Francesca chama atenção. Entre matar alguém e ter a chance de ajudá-lo, mas não agir, existe uma diferença importante — e que pode colocar Diná em uma área moral muito mais ambígua.
Por enquanto, trata-se apenas da interpretação criada por Rosi Campos para a personagem na novela. Mas, em uma trama cheia de segredos e suspeitas, a atriz parece ter uma convicção: se Diná carrega alguma culpa em relação a Francesca, não é a de tê-la matado.


