Prepare-se para torcer e escolher seu atacante favorito, pois “Blue Lock” está chegando ao Brasil! O live-action estreia nos cinemas no dia 10 de setembro e traz a história de 300 jovens atacantes disputando uma vaga para ser o jogador que levará o Japão ao topo do futebol mundial. Fumiya Takahashi foi escalado para interpretar o protagonista Yoichi Isagi. Adriel Marques, repórter do portal LeoDias, assistiu ao filme na pré-estreia e conversou com Victor Akira Sato, diretor de negócios e operações da Sato Company, sobre a adaptação e a força da cultura pop asiática no Brasil.
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Além de Fumiya, o elenco conta com Kaito Sakurai como Meguru Bachira, Kyohei Takahashi no papel de Hyoma Chigiri e Masataka Kubota interpretando o excêntrico Jinpachi Ego. O filme leva para as telas o universo que se tornou um fenômeno nos mangás e animes, com rivalidades que conquistaram fãs em todo o mundo. Para quem já conhece todas as reviravoltas da história, pode parecer que nada será surpresa. No entanto, segundo Victor, existe um detalhe que pode surpreender até mesmo os fãs mais apaixonados.
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“Ironicamente, o que essa versão entrega e pode surpreender tanto os fãs quanto o público é a semelhança e fidelidade com o anime. O Japão já tem tradição em realizar ótimas adaptações de suas obras, sempre respeitando a fidelidade, as mensagens e reflexões do original. Os fãs vão poder reviver e sentir de novo a experiência que tiveram ao assistir ao anime ou ler o mangá pela primeira vez, com uma emoção ainda mais real”, explicou o executivo. E a torcida brasileira pode comemorar: vocês também fazem parte dessa trajetória! Ao ser questionado sobre a importância da comunidade nacional para a chegada do longa e a possibilidade de outros títulos desembarcarem aqui, ele confirmou: “Com certeza! A Sato Company trabalha há mais de 40 anos com títulos asiáticos, e estamos sempre acompanhando o interesse do público e a formação dos fandoms para cada obra, especialmente as produções asiáticas”.
“Isso nos permite conhecer muito bem nosso público na América Latina, entender o que gostam e o que funciona, para que possamos apostar em novos produtos e trazer cada vez mais grandes títulos para este lado do mundo. Assim que recebemos a informação e a chance de trazer ‘Blue Lock’ para o Brasil, ficamos muito animados, pois sabíamos da força e do interesse que esse título despertaria no público”, acrescentou Akira. Mas esse movimento não se restringe aos animes. Música, séries e filmes de diferentes países da Ásia também conquistaram espaço entre os brasileiros e mostram como essa cultura rompeu fronteiras.
Na avaliação do diretor, essa aproximação não aconteceu de forma repentina: “Nada é por acaso. Estamos vivendo um momento de convergência de diversos fatores históricos e socioculturais, tanto do Brasil quanto de outros países, junto ao trabalho de preparação e desenvolvimento que vem sendo feito há muitos anos. No Brasil, esse contexto remonta ao início da imigração de outras culturas no país, com a aceitação e incorporação delas, moldando nossa característica miscigenada e multicultural”.
“No exterior, a criação e desenvolvimento de grandes obras que dialogam e se conectam com sentimentos universais da natureza humana ajudam a conquistar público em todos os lugares do mundo. O avanço da cobertura e do acesso à internet, que permite acesso rápido à informação, potencializa e acelera ainda mais essa troca, a curiosidade e o acompanhamento das novidades, além da formação desse fandom”, destacou. Victor finalizou: “Sejam animações, músicas, séries ou filmes, há muitas empresas de vários países trabalhando e aprendendo há anos para conhecer, entender e descobrir que tipo de produção funciona para cada público, cada geração, e assim conseguir desenvolver, planejar e oferecer ao mercado e aos públicos de diferentes países. A soma de todos esses fatores”.


