O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez uma declaração polêmica nesta sexta-feira (11/9), ao abordar o aumento do custo de vida e dos preços dos alimentos. Durante um comício no Palácio Piratini, no Centro Histórico de Porto Alegre (RS), o petista admitiu o baixo poder de compra dos brasileiros e mencionou o consumo de carne e ovos como exemplos das dificuldades enfrentadas.
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“Eu sei que o custo de vida está alto. Eu sei que vocês vão ao supermercado e tudo está caro. A carne está cara, o café está caro. No ano passado, o ovo estava nas alturas”, afirmou o candidato à reeleição, que voltou a destacar a produção de galinhas no Brasil. Em 2025, o país produziu 62,3 bilhões de ovos, de acordo com a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA).
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Lula mencionou alternativas para contornar o aumento dos preços e relembrou sua época de sindicalista: “Isso mostra que a gente gosta muito de ovo. Se não tem carne, a gente come ovo, se não tem ovo, a gente come carne. Agora, quando falta os dois, a gente faz como eu fazia quando levava marmita: arroz e feijão puro, porque não tinha mistura”.
O presidente garantiu que, caso seja reeleito, irá priorizar o tema e buscará aumentar o poder de compra do salário mínimo: “Essa questão do custo de vida é algo que estou levando muito a sério […] Eu quero ver o salário mínimo comprando muito mais itens da cesta básica”.
De acordo com pesquisa Datafolha divulgada nesta sexta-feira (11/9), Lula aparece com 39% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial de 2026, enquanto Flávio Bolsonaro (PL) tem 35%. Augusto Cury (Avante) surge em seguida, com 6%, e Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4%. Os demais candidatos ficaram com percentuais menores na pesquisa.


