A morte de Dante Paul Lacourte, de 16 anos, levou autoridades de saúde de São Francisco, nos Estados Unidos, a alertarem sobre a circulação de um novo opioide sintético na cidade. O adolescente morreu em 7 de abril deste ano, no apartamento da mãe, Christina Lacourte, em Lower Nob Hill, e o exame apontou pela primeira vez no município a presença de ciclorfina.
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O laudo do legista não encontrou fentanil, mas identificou a ciclorfina, um opioide sintético descrito como mais potente e letal que o fentanil. O caso de Dante permanece como a única ocorrência da substância registrada em um relatório do serviço funerário local.
Antes da confirmação, Christina contou ao The New York Times que tentou reanimar o filho com duas doses de Narcan, medicamento utilizado para reverter overdoses provocadas por opioides. A tentativa não funcionou. Inicialmente, ela acreditava que o adolescente havia sofrido uma overdose de fentanil.
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Especialistas ouvidos pelo jornal afirmaram que a ciclorfina pode ser cerca de dez vezes mais potente que o fentanil. Por isso, uma overdose envolvendo a substância pode exigir várias doses de Narcan para ser revertida.


